Clínica Geral

29/07/2014 09:00 - Atualizado em 02/12/2016 03:50

Tratamento conjunto da hepatite C e do HIV pode ficar mais acessível

Tratamento conjunto da hepatite C e do HIV é indicado para casos de coinfecção pelas duas graves doenças.

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Redação

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Um estudo recente mostrou que o tratamento conjunto da hepatite C e do HIV tem avançado em termos de resultado. Isso pode estimular a concorrência entre os fabricantes e fazer baixar o preço do tratamento que, hoje, é extremamente custoso para os pacientes.

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O tratamento conjunto da hepatite C e do HIV é aplicado em casos de coinfecção. Foto: Shutterstock

Hepatite C e HIV

Mas o que tem a ver uma doença com a outra para culminar no tratamento conjunto da hepatite C e do HIV? Primeiro, entendamos o que é cada uma. A hepatite C é uma enfermidade que causa uma inflamação no fígado.

Ela é causada pelo vírus HCV, e o seu tratamento acontece pela administração de medicamentos fortes, que podem causar efeitos colaterais. São eles o interfelon, recebido em injeções semanais; e a ribavirina, uma cápsula tomada duas vezes por dia.

Já o HIV é o vírus que causa a síndrome da imunodeficiência adquirida - a AIDS. Ele atua atacando o sistema imunológico, que é responsável por defender o organismo de agentes nocivos. É possível, no entanto, que uma pessoa seja portadora do HIV e nunca desenvolver a Aids, vivendo uma vida normal. Eles podem, porém, transmitir o vírus para outras pessoas, que, por sua vez, podem contrair a doença.

A Aids é tratada com um coquetel de medicamentos antirretrovirais, que impedem a multiplicação do vírus HIV no organismo. Esse tratamento não elimina a doença, mas torna possível que o paciente viva por mais tempo e com mais qualidade de vida.

Coinfecção leva ao tratamento conjunto da hepatite C e do HIV

A intersecção entre as duas doenças está na forma de contágio. As principais maneiras de contrair as duas doenças e necessitar do tratamento conjunto da hepatite C e do HIV são as relações sexuais desprotegidas e o compartilhamento de seringas (para injetar droga) com algum infectado. Outras maneiras de contato com o sangue de uma pessoa portadora de um dos vírus também pode significar a transmissão.

Devido a essa semelhança nas vias de transmissão, a ocorrência de hepatite C entre portadores do HIV é maior do que na população em geral. De acordo com dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (Unaids), dos 40 milhões de soropositivos em todo o mundo, cerca de 4 a 5 milhões também possuem o vírus da hepatite C. Nestes casos, o tratamento conjunto da hepatite C e do HIV pode ser aplicado.

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Como é o tratamento conjunto da hepatite C e do HIV

O tratamento conjunto da hepatite C e do HIV foi estudado por um grupo de pesquisadores e o resultado publicado recentemente no Journal of the American Medical Association. Participaram da pesquisa 223 pessoas, monitoradas durante 12 a 24 semanas.

Foi administrado nos pacientes o medicamento sofosbuvir, um remédio aprovado no mercado americano em 2013, junto com o ribavirina. A novidade é a dispensa do interferon, usado para tratar a hepatite C e que costuma ter uma interação péssima com os medicamentos antirretrovirais que combatem o HIV.

De acordo com o estudo, entre 67% e 94% dos pacientes viram a doença desaparecer – sem retornar nas semanas seguintes. Somente sete dos 223 monitorados abandonaram o tratamento por efeitos colaterais adversos.

O empecilho ainda está no preço - o novo medicamento custa cerca de US$ 1 mil a unidade. Mas se espera que, com novos produtos no mercado, estimulados pela concorrência, esse custo baixe e seja possível ao infectado pelas duas doenças poder tratá-las em conjunto sem sofrimento.

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