Clínica Geral

21/10/2014 09:14 - Atualizado em 20/11/2016 11:49

Tire suas dúvidas sobre o uso do Rivotril

Rivotril é prescrito para casos de depressão e ansiedade.

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Redação

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Em levantamento divulgado pela IMS Health, empresa que audita o mercado farmacêutico ao redor do mundo, o Rivotril apareceu como o segundo medicamento mais vendido no Brasil. O fato gerou estranheza, pois o remédio tem tarja preta, sendo necessariamente controlado e só podendo ser obtido por meio de prescrição médica. Crescente diagnóstico de doenças como a ansiedade, baixo preço e consumo indevido estão entre as explicações para o fenômeno.

Rivotril para o tratamento de depressão e ansiedade

O remédio pertence a uma classe farmacológica conhecida como benzodiazepinas, capaz de inibir funções do sistema nervoso central, permitindo uma ação anticonvulsivante, além de relativa sedação, relaxamento muscular e efeito tranquilizante.

rivotril

No Brasil, é o medicamento de tarja preta mais vendido. Quando comparado a outros remédios, só perde para o Microvlar, um antinconcepcional com consumo atrelado à distribuição por meio do Sistema único de Saúde (SUS). Assim, o Rivotril é mais popular do que medicamentos como Hipoglós e Buscopan, remédios cujo consumo não depende de prescrição médica, pertencendo, algumas vezes, à lista de compras mensal da família.

Outro fator a ser levado em consideração é o fato de que o Brasil lidera o consumo mundial do remédio, mas não ocupa as primeiras posições quando apenas o princípio ativo da droga é analisado . Ou seja, enquanto o mundo consome muitos antidepressivos, o Brasil utiliza muito o Rivotril, especificamente.

Parte da explicação pode estar no baixo preço praticado no Brasil: uma caixa com 30 comprimidos custa menos de dez reais. O principal concorrente, o Frontal, pode ser encontrado pelo triplo desse valor.

O medicamento é indicado para o tratamento de distúrbios como:

- Síndrome do Pânico

- Ansiedade

- Distúrbio bipolar

- Agorafobia

- Depressão.

Uso indiscriminado do Rivotril

Além de um possível aumento no diagnóstico desses distúrbios, o uso indiscriminado do remédio está entre as explicações para o alto consumo do medicamento no Brasil. Não são raros os casos em que o remédio é utilizado por pessoas saudáveis que buscam amenizar os reflexos de uma rotina atribulada.

Assim, pressões relativamente banais do dia a dia, como insônia, exigência de prazos e conflitos em relacionamentos, são combatidas com o remédio. Utilizar o medicamento contra medo, angústia, rejeição, tristeza e ansiedade pode ser perigoso pelo risco de dependência .

Dependência química e psíquica

Na dependência química, o processo é semelhante ao que ocorre com a ingestão de drogas como álcool e cocaína: o uso prolongado deixa o cérebro dependente da substância para funcionar corretamente. Na dependência psicológica, a pessoa para de consumir o remédio, mas mantém uma caixa sempre no bolso como precaução a recaídas.

O Rivotril não é um remédio controlado por acaso. Entender o risco de dependência e respeitar as prescrições médicas é fundamental para não abrir margem a problemas maiores. Se você precisar de ajuda, procurar um atendimento profissional é sempre a melhor saída.

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