Clínica Geral

03/08/2015 11:10 - Atualizado em 09/03/2016 08:45

Testes com vacina prometem cura do ebola

OMS classificou a descoberta como "extremamente promissora" e dá novas esperanças para o fim da doença.

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Redação

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Depois de a epidemia ter causado comoção mundial, a cura do ebola parece estar cada vez mais próxima. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma vacina contra o vírus foi testada em Guiné, no final de julho de 2015, e obteve 100% de eficácia.

A vacina VSV-ZEBOV, da Merck e da NewLink Genetics, foi testada em 4 mil pessoas que estiveram em contato com o vírus mortal. Exames e acompanhamento revelaram que todos os pacientes estavam 100% protegidos após dez dias.

O estudo foi divulgado pela revista britânica The Lancet, descrita como "altamente eficaz em prevenir a doença do vírus ebola".

cura do ebola pessoa sendo vacinada

Esperanças na cura do ebola

A OMS classificou o marco da descoberta como "extremamente promissor" e destacou que ainda são necessárias mais evidências conclusivas para proteger a população. Por isso, a continuação do estudo foi aprovada e deve prosseguir.

Em uma entrevista coletiva, a diretora-geral da OMS, Dr. Margaret Chan afirmou que a vacina do ebola era "uma virada de jogo e vai mudar a gestão do atual e de futuros surtos". A cura do ebola tem mobilizado centenas de pesquisadores e entidades governamentais, que vêm criando e testando terapias e outros métodos de cura enquanto o vírus ainda circula e faz novas vítimas.

John-Arne Röttingen, chefe da área de controle de doenças infecciosas no Instituto Norueguês de Saúde Pública e presidente do grupo de acompanhamento do experimento, afirmou que a busca pela cura do ebola era "uma corrida contra o tempo" e que o experimento tinha de ser realizado sob as circunstâncias mais difíceis.

Entenda o vírus ebola

Em 2014, o mundo acompanhou a rapidez e as altas taxas de mortalidade do vírus ebola. A doença matou 11,2 mil pessoas, de um total de 26,5 mil casos, principalmente em três países da África Ocidental: Serra Leoa, Guiné e Libéria. Outros países também tiveram que lidar com casos da doença: Mali, Nigéria, Senegal, Espanha, Inglaterra e Estados Unidos.

Por ser altamente infeccioso, a taxa de mortalidade do vírus é de até 90%. A doença pode ser passada por seres humanos ou animais e a transmissão ocorre pelo contato com sangue, secreções e outros fluídos corporais de uma pessoa infectada pelo ebola.

Durante a epidemia, o contato direto com cadáveres, durante rituais fúnebres, foi uma das principais formas de transmissão da doença. Segundo o site da organização humanitária Médicos sem Fronteiras, nas últimas horas antes do óbito, o vírus se torna ainda mais contagioso e o risco de transmissão aumenta.

A falta de equipamentos de proteção também colaborou para o contágio da doença por profissionais voluntários que lutavam contra o vírus.

Os primeiros sintomas da doença envolvem febre, fraqueza, dores de cabeça e musculares e inflamação na garganta. Os sintomas seguintes podem ser vômitos, deficiência nas funções hepáticas e renais e sagramento interno e externo.

Em 2015, a OMS declarou o fim da epidemia da doença na Libéria, um dos países mais atingidos pelo vírus. No entanto, Serra Leoa e Guiné ainda enfrentam o problema, agora em declínio.

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