Clínica Geral

13/11/2014 02:20 - Atualizado em 02/12/2016 04:28

Teste do olfato pode indicar expectativa de vida

Estudo com teste do olfato descobriu relação entre a capacidade de identificar aromas e a saúde de idosos.

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Redação

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Uma pesquisa da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, indica que a capacidade do olfato pode determinar a expectativa de vida de idosos. O teste do olfato mede a facilidade na hora de descobrir os aromas e pode ser considerado um sinal de alerta na terceira idade, segundo o pesquisador-chefe do projeto, Jayant Pinto.

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Conheça o teste do olfato

A pesquisa do teste do olfato foi publicada na revista científica online PLOS One e constatou que 39% de 3 mil adultos com olfato com médias baixas morreram em até 5 anos após o exame.

Considerada um sinal de alerta, a perda de olfato não é a causadora da morte, e sim um indício de que algo está errado. "Achamos que a perda do sentido do olfato não causa diretamente a morte, mas é um prenúncio, um sistema de alerta que mostra que o dano pode ter sido feito", afirma Pinto.

O motivo pelo qual os indíviduos deixam de sentir os aromas pode ser explicado pela menor regeneração das células do corpo. Isso acontece porque o olfato necessita de uma mudança contínua das células do nariz para funcionar perfeitamente. Quando isso para de acontecer, existe algo errado.

A pesquisa do teste do olfato é inovadora e busca facilitar a forma de encontrar possíveis problemas de saúde. De acordo com o cientista, o estudo pode resultar em um exame clínico simples, de baixo custo, com o potencial de identificar pacientes de maior risco.

Para não criar alarde, o pesquisador salienta a importância de entender que refriados e possíveis alergias podem diminuir a capacidade de sentir cheiros e, assim, comprometer o teste. dos seres humanos.

Como funcionou o teste do olfato?

Na pesquisa, adultos com a idade entre 57 a 85 anos foram convidados para participar. Em canetas hidrográficas, eram colocados os aromas, que podiam ser de hortelã, laranja, rosa ou couro. No teste do olfato, os participantes deviam identificar o cheiro de cada caneta.

Apenas cinco anos depois, foi constatado que 39% dos participantes que obtiveram as notas entre 4 e 5, consideradas mais baixas, já haviam morrido. Os óbitos dos participantes com o olfato moderado chegaram a 19% e apenas 10% em quem não havia errado nenhum aroma durante a pesquisa.

Com o fim da primeira parte da pesquisa baseada no teste do olfato, os pesquisadores seguirão o estudo para entender quais são os motivos pelos quais existe essa ligação entre a capacidade de sentir cheiros e a expectativa de vida dos seres humanos.

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olfato
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