Clínica Geral

13/03/2015 03:14 - Atualizado em 03/12/2016 03:00

Teste de HIV é rápido e eficaz: Saiba como fazer

Está cada vez mais acessível realizar um teste de HIV e prevenir a Aids.

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Redação

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O Carnaval já passou, mas a preocupação com a Aids, não. Durante as folias, o Ministério da Saúde promoveu uma campanha que realizava o teste de HIV em diversos bares e pontos de concentração das festas. Jovens entre 15 e 24 anos realizaram o exame rapidamente e já podiam detectar a presença do vírus em seu organismo. O sexo, assim, era mais seguro.

Aliado ao projeto, o Sistema Único de Saúde (SUS) distribuiu mais de 120 milhões de camisinhas, a fim de prevenir o contágio. Se você não pulou Carnaval ou não participou da festa, também pode realizar o teste de HIV em qualquer laboratório ou posto de saúde da rede pública. Saiba quais são os diferentes tipos de exame e por que é tão importante fazê-los.

teste de hiv

Escolha um teste de HIV para fazer

Teste rápido

Esse foi o teste de HIV utilizado na campanha #partiuteste, que aconteceu em diversas cidades do país durante o Carnaval. O exame rápido permite detectar anticorpos anti-HIV, em uma amostra do sangue do paciente, no período de 30 minutos. Ou seja, na mesma hora em que é testada, a pessoa já tem o resultado.

Teste Elisa

O mais comum dos exames para diagnosticar HIV procura anticorpos contra o vírus no sangue.

Quando a amostra não possui nenhum anticorpo, o resultado é negativo. Se forem encontrados anticorpos, então a pessoa testada é submetida a outro exame para confirmar, que podem ser o Western Blot ou o de Imunofluorescência indireta para HIV-1.

O teste Elisa é realizado com uma placa de plástico que tem proteínas do HIV absorvidas ou fixadas nos locais onde a amostra de sangue é colocada. Depois de algumas misturas com reagentes, o resultado é feito com leitura óptica em um equipamento chamado leitora de Elisa.

Teste Western Blot

Quando o Elisa tem resultado positivo, o paciente é encaminhado ao teste Western Blot. Com um custo mais elevado, ele procura fragmentos virais no sangue. Para realizá-lo, usa-se uma tira de nitrocelulose, na qual são fixadas proteínas do HIV. O soro ou plasma da pessoa é adicionado e misturado com reagentes para se chegar ao resultado.

Teste de imunofluorescência indireta para o HIV-1

Esse teste de HIV também é confirmatório. Ele detecta os anticorpos anti-HIV por meio da análise do soro ou do plasma da pessoa, que é depositado em uma lâmina de vidro. Nela, células infectadas com o vírus são fixadas. Depois de misturar reagentes, é feita a leitura em um microscópio de imunofluorescência para obter a confirmação.

Teste de HIV: programa prevê testagem em 90% da população

A prevenção ainda é a melhor forma de combater a Aids, mesmo com os avanços na elaboração de medicamentos que permitem ao soropositivo ter uma vida prolongada. Apenas 55% das pessoas se protegem no sexo casual, segundo dados da pesquisa Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira. Esse fato facilita a contaminação pelo vírus.

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids pretende que 90% das pessoas sejam testadas e 90% dos soropositivos sejam tratados até 2020. Com o tratamento adequado, os riscos de transmissão se tornam menores. Estima-se que 150 mil pessoas no Brasil estejam infectadas, mas sem nunca terem realizado o teste de HIV.

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