Clínica Geral

07/08/2015 11:32 - Atualizado em 03/12/2016 01:05

Tem gatos em casa? Cuidado com a esporotricose em humanos

Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro enviou um alerta à população sobre o fungo que pode ser transmitido pelos felinos.

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Redação

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A cidade do Rio de Janeiro está emitindo alertas à população sobre os riscos da esporotricose em humanos. A doença vem de um tipo de fungo grave que ataca gatos e pode ser transmitida para as pessoas.

O problema provoca lesões gravíssimas na pele e a contaminação ocorre por meio de arranhões e mordidas do felino, bem como contato do animal com materiais orgânicos. Até o momento, não existem pesquisas que afirmem que a esporotricose possa ser transmitida entre humanos.

Saiba mais sobre o problema e veja como se prevenir.

esporotricose em humanos menina com gato no colo

Entenda a doença

A esporotricose é um tipo de micose, causada pelo fungo Sporothrix schenckii. O problema atinge, geralmente, a pele, causando nódulos, bolhas e lesões sérias, especialmente nos membros superiores e na face. Em casos mais raros, o fungo pode afetar até mesmo os órgãos internos.

Após o contágio, o período de incubação da doença varia de pessoa para pessoa, podendo levar alguns dias ou até meses para se manifestar.

A doença ocorre de três formas principais:

- Cutâneo-localizada: restrita à pele

- Cutâneo-linfática: começa como um nódulo, que segue pelo vaso linfático em direção aos linfonodos

- Cutâneo-disseminada: há lesões nodulares e ulceradas por toda a pele.

A forma extra-cutânea é a mais rara e pode chegar a atingir pulmão, ossos e articulações.

Esporotricose em humanos causa surto no Rio de Janeiro

A doença ganhou destaque após os profissionais da Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro emitirem alertas sobre o contágio da esporotricose em humanos. De acordo com o órgão, foram 824 casos apenas no primeiro semestre de 2015.

Apesar de um número mais acentuado de casos ter sido registrado em 2015, pesquisam mostram que, desde o final da década de 1990, o estado do Rio de Janeiro tem tido uma grande ocorrência da doença, o que não ocorreu em outras regiões do Brasil.

O tratamento para gatos e humanos, geralmente, é o antifúngico itraconazol, que deve ser prescrito pelo médico e pelo veterinário. As doses variam de acordo com o caso e o histórico de saúde da pessoa ou do animal, por isso é necessário que a pessoa infectada visite um profissional para que ele possa administrar as doses corretas e curar o problema.

O tempo de tratamento dependerá exclusivamente do caso e da sua gravidade.

A Vigilância Sanitária recomenda que todos os cidadãos verifiquem seus animais de estimação à procura de pequenas feridas no corpo. Até mesmo cachorros podem carregar o fungo, porém apresentam uma taxa mais baixa de contaminação.

E lembre-se: não há necessidade de se livrar do animal de estimação. O tratamento é eficaz tanto para os humanos quanto para os gatos. Procure por machucados no corpo do seu animalzinho e, caso encontrar algo estranho, visite um veterinário imediatamente.

Você possui gatos? Estar atento ao possível problema aumenta as chances de tratamento e cura para o seu bichinho, além de proteger a saúde de toda a família. Não esqueça de nos contar o que você achou da notícia e de conferir outras novidades do Vivo Mais Saudável.

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