Clínica Geral

18/02/2016 12:56 - Atualizado em 13/06/2016 11:48

Surto de microcefalia: Ministério da Saúde atualiza dados

Brasil tem 508 casos confirmados de crianças com a síndrome.

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Redação

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O surto de microcefalia vem sendo um dos assuntos mais comentados no Brasil há meses, disseminando medo entre as gestantes no país. Na última quarta-feira (17/2), o Ministério da Saúde divulgou um novo boletim com o panorama da epidemia.

São 508 casos confirmados de bebês com microcefalia ou alterações no sistema nervoso central - um aumento de 10% em relação ao último boletim, divulgado no dia 12. No total, são 3.935 casos suspeitos da síndrome que estão sendo investigados - 60,1% notificados em 2015 e 39,9% em 2016.

Desde 22 de outubro de 2015, quando o Ministério da Saúde começou a investigar as ocorrências, foram 5.280 casos suspeitos, entre os quais os 508 confirmados e 837 descartados. Até agora, foram 70 óbitos associados com certeza à microcefalia e 27 suspeitos, ainda sob investigação.

mosquitos que causam surto de microcefalia

Maioria dos casos é causada pelo zika

Além de divulgar os novos números, o Ministério da Saúde mudou a forma de apresentá-los. Nos boletins anteriores, revelava quantos casos de microcefalia confirmados tinham relação com o vírus zika. Como essa confirmação dependia de prova laboratorial, a estatística era baixa, pois muitas vezes o vírus é eliminado do organismo entre a infecção e o nascimento da criança.

No boletim anterior, por exemplo, apenas 41 dos casos de microcefalia eram atribuídos ao vírus. Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Castro, isso facilitava uma interpretação diferente: a de que os demais casos de infecção não tinham origem no zika.

Agora, o órgão ressalta em seus comunicados que a maioria dos casos do surto de microcefalia é causada pelo vírus. “O Ministério da Saúde considera que houve infecção pelo vírus zika na maior parte das mães que tiveram bebês, cujo diagnóstico final foi de ‘microcefalia e/ou alterações do Sistema Nervoso Central, sugestiva de infecção congênita'”, diz o texto do boletim.

Os casos confirmados de microcefalia foram registrados em 203 municípios brasileiros, nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Já o vírus zika circula por 22 estados da federação.

Entenda o surto de microcefalia

O vírus zika foi identificado pela primeira vez no Brasil em abril de 2015. Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, quando infecta uma mulher grávida, pode ocasionar malformações na criança. Essa relação foi confirmada em novembro de 2015 pelo Ministério da Saúde, quando o surto de microcefalia começou a ser investigado.

A microcefalia é uma síndrome que se manifesta em bebês que nascem com a cabeça e o cérebro menores que o normal. Isso acarreta problemas no desenvolvimento, atraso mental, paralisia, convulsões, autismo ou até morte.

Como a infecção acontece pela picada do mosquito, a recomendação para gestantes é evitar horários e locais com presença de insetos, vestir roupas que protejam a maior parte do corpo e usar repelentes. Vale lembrar que é necessário evitar focos de água parada, onde as larvas do Aedes aegypti se reproduzem.

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