Clínica Geral

15/08/2014 06:19 - Atualizado em 02/11/2016 06:18

Surto de Ebola é o pior da história: Descubra se você deve se preocupar

Surto de Ebola não deve atingir o Brasil, segundo o Ministério da Saúde.

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Redação

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O mundo assiste ao pior surto de Ebola da história desde que o vírus foi descoberto, em 1976. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), de março a julho deste ano, já foram registrados 1.779 casos de contaminação, dos quais 961 resultaram em mortes.

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Trata-se de um surto de Ebola em estado de emergência internacional, conforme a OMS. Abaixo, listamos três razões para você se preocupar e três para você ficar um pouco mais aliviado em relação ao vírus.

Por que se preocupar com o surto de Ebola

1 - Antes localizada apenas em países da África Central como Gabão, Uganda e Sudão, a doença, pela primeira vez, rompeu fronteiras, chegando agora à África Ocidental, matando pessoas em Serra Leoa, Guiné e Guiné Equatorial. O crescimento do surto de Ebola atual, diz a OMS, está associado à chegada do agente contaminante às áreas urbanas, onde há maior densidade demográfica.

2 - O Ebola é um vírus altamente letal: mata em 50% a 90% dos casos. É transmitido pelo contato com fluídos de pessoa contaminada.

3 - Propaga-se rapidamente - entre dois e 21 dias. Compromete completamente a saúde do paciente e mata por hemorragia.

Por que não se preocupar com o surto de Ebola

1 - Apesar de assustador, a OMS garante que a população mundial não deve entrar em pânico em razão do surto de Ebola, já que a circulação de turistas por áreas endêmicas é baixa e o contato com doentes é quase improvável.

2 - No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, a possibilidade de proliferação do Ebola é remota. Tanto é que o governo federal anunciou que está monitorando portos e aeroportos para checar a vinda de passageiros vindos de alguma das nações afetadas.

3 - Da mesma forma, outra informação que alivia o medo de uma epidemia global é que a produtora britânica de medicamentos GlaxoSmithKline já anunciou que, em breve, possivelmente em setembro, vai iniciar testes clínicos de uma vacina experimental contra o Ebola. A droga já teria apresentado efeitos positivos em animais e agora será avaliada em humanos.

Saiba mais sobre a doença

Enquanto a cura ou um método preventivo 100% eficaz não são anunciados, o ebola vírus é tratado paliativamente a partir de gestão de líquidos para evitar desidratação, administração de anticoagulantes, manutenção de oxigênio e antibióticos para prevenir infecções secundárias.

Os sintomas do Ebola são semelhantes aos de uma gripe, quando em fase inicial. São eles:

- Fadiga

- Febre

- Dores de cabeça e articulações

- Desconfortos musculares e abdominais

- Vômitos e diarreia (podem acompanhar os primeiros sinais de contaminação).

Mesmo quando avança de estágio, a doença segue de difícil diagnóstico, visto que as queixas dos pacientes se assemelham às dos acometidos por outras enfermidades, como malária ou dengue.

Ao agravar-se, a febre hemorrágica, como também é conhecida, provoca sangramentos cutâneos e de mucosas, especialmente em órgãos do sistema digestivo, nariz, gengiva e órgãos sexuais.

Ao diagnosticar um paciente, a melhor maneira de conter a disseminação do vírus é a quarentena. Mas isolar um doente nem sempre é tão fácil. Em países da África, muitos preferem esconder seus doentes ou até mesmo manter o cadáver por dias em casa, para velá-lo com respeito. Entre os muçulmanos, a tradição é lavar o corpo do finado antes do enterro.

O que muitos deles não sabem é que o Ebola se torna ainda mais contagioso exatamente quando uma pessoa morre, pois o vírus se espalha em toda a sua potência. Dessa maneira, percebe-se que o problema do surto de Ebola precisa ser combatido também com informação não só na África, mas também no restante do mundo.

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