Clínica Geral

05/03/2015 07:43 - Atualizado em 02/12/2016 11:30

Sintomas da febre chicungunha ainda confundem os brasileiros

Semelhante à dengue, a chicungunha vem se manifestando aos poucos no território nacional.

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Redação

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Em setembro do ano passado, chegavam a 79 os casos da febre chicungunha no Brasil. Os dados do Ministério da Saúde também indicavam que quase metade deles eram procedentes de países da América do Sul e da América Central, como Venezuela, Guiana Francesa, República Dominicana e Haiti, além de ilhas do Caribe.

O principal problema da chicungunha é sua semelhança com a dengue, o que causa confusão na hora de identificar os sinais e realizar o diagnóstico. A palavra tem origem em “chikungunya” que, em africano makonde, significa “aqueles que se dobram”. O termo é relativo à postura de alguns infectados, que se contorcem pelas dores nas articulações.

chicungunha

Outras 41 incidências da doença foram relativamente isoladas, em duas cidades do Brasil. Os pacientes não possuíam registro de viagens internacionais, sendo que oito residiam em Oiapoque, no Amapá, e 33 em Feira de Santana, na Bahia.

Foi em 2004 que a Organização Mundial da Saúde (OMS) detectou os primeiros casos da doença em 19 países. Porém, somente no final de 2013 é que o vírus começou a se proliferar mais intensamente. Antes, apenas África e Ásia eram polos de disseminação, mas casos de contágio dentro de um mesmo local surgiram também na América Latina.

Chicungunha e dengue têm sintomas parecidos

Transmitidas pelo mesmo mosquito, a dengue e a chicungunha também dividem sintomas em comum. Porém, a segunda possui poucos registros de mortalidade - que, em sua maioria, se relacionam com complicações por outras doenças.

A febre é menos intensa e não aparece de forma hemorrágica. Uma vez contaminada pelo vírus, a pessoa se torna imune a uma reincidência. 

Da mesma forma que a dengue, o principal sintoma da chicungunha é a febre alta, que aparece entre quatro e oito dias após a picada do Aedes aegypti. Dores nas articulações, principalmente nas mãos e nos pés, surgem junto com o aumento da temperatura corporal.

Inchaços e dores nas costas e na cabeça podem ser fortes, recomendando-se sempre o repouso. Erupções na pele, náuseas, vômitos e bolhas são comuns, além de coceira e dor, em alguns casos.

Quando mais de um sinal for identificado, é necessário recorrer ao médico urgentemente.
Entre dez e 15 dias, os sintomas vão se disseminando no corpo do paciente e, em alguns casos raros e graves, pode haver consequências para o coração e o cérebro.

chicungunha

Vacinas para chicungunha ainda não existem

Além do Aedes aegypti, a chicungunha pode ser transmitida pelo Aedes albopictos, um mosquito comum de regiões rurais. Após a picada, o vírus se espalha pelo organismo e os sintomas começam a surgir. A doença não é contagiosa e não pode ser passada de pessoa para pessoa.

O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue, que procuram por anticorpos para combater o vírus. Em função dos sintomas difusos, podem ser necessários outros procedimentos durante a identificação da doença.

Como não existem medicamentos ou vacinas para a prevenção e o tratamento, a medida mais indicada é utilizar repelentes de inseto. Evitar acúmulo de água parada em casa também ajuda, pois isso diminui possíveis focos para a proliferação do Aedes aegypti.

Os remédios administrados para tratar o problema são analgésicos e antitérmicos, que aliviam os sintomas. Ingestão de líquidos e repouso são recomendados para agilizar a cura. Em caso de dores muito fortes nas articulações, fisioterapia pode ajudar.

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mosquito
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