Clínica Geral

19/11/2014 04:13 - Atualizado em 10/12/2016 10:28

Sífilis: Conheça as causas e veja como enfrentar a doença

Se identificada e tratada rapidamente, sífilis não evolui e gera menos problemas à saúde.

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Redação

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Temida no passado devido ao pouco acesso a tratamentos com antibióticos, a sífilis deixou de ser vista como uma doença crônica e dolorosa. Com o avanço da medicina e da ciência, as causas do problema foram descobertas e a prevenção já é uma realidade. Além disso, o tratamento é simples, barato e tem um alto índice de sucesso. Descubra mais sobre causas e enfrantamento dessa doença a seguir.

sifilis

Sífilis é uma doença sexualmente transmissível

Causada pela bactéria Treponema pallidum, a sífilis faz parte do conjunto de DSTs, sendo transmitida via contato sexual e entrando no organismo por meio de pequenos cortes presentes na pele ou por membranas mucosas.

A única forma de se prevenir totalmente contra a doença é evitando qualquer tipo de relação sexual. O uso da camisinha, embora seja amplamente recomendado e diminua de forma considerável o risco de contaminação, não é 100% efetivo na prevenção, pois o contato com outras regiões da genitália também pode causar o contágio.

Embora a doença possa acometer quem mantém hábitos sexuais seguros e não troca de parceiros com frequência elevada, a incidência é significativamente menor quando comparada a casos de imprudência com a saúde.

Sintomas variam com o estágio da doença

A sífilis se desenvolve em diferentes estágios e os sintomas costumam variar à medida que o problema evolui. Apesar disso, não há como garantir que as fases não se sobreponham umas às outras, de forma que os sinais podem se modificar e não seguir uma ordem determinada previamente. Em geral, há quatro estágios: primário, secundário, latente e terciário. Saiba mais sobre cada um deles:

Sífilis primária

Cerca de duas a três semanas após o contágio com a bactéria, algumas feridas indolores (cancros) se formam no local da infecção. Nenhum outro sintoma adverso é notado e os sinais podem passar despercebidos, principalmente se as feridas estiverem situadas no reto ou no colo do útero. Mesmo sem tratamento, as lesões costumam desaparecer depois de um mês.

Sífilis secundária

Ocorre entre duas a oito semanas após as primeiras feridas se formarem. Cerca de um terço dos pacientes que não trataram a doença na primeira fase desenvolvem o segundo estágio. Dores musculares, febre, dor de garganta e dificuldade para deglutir estão entre os sintomas desse estágio.

Da mesma forma que antes, os sinais tendem a desaparecer sem tratamento, de modo que a bactéria volta a ficar inativa no organismo.

Sífilis latente

É considerado o estágio inativo da doença, pois não há sintomas e anos podem se passar sem que o paciente volte a ser acometido por algum sinal. Existe a possibilidade, inclusive, de a doença nunca mais se manifestar no organismo. No entanto, também há chance de que o problema evolua para o estágio terciário, o mais grave de todos.

Sífilis terciária

Nessa fase, a infecção se espalha para áreas como cérebro, sistema nervoso, pele, ossos, articulações, olhos, artérias, fígado e até para o coração, deixando sequelas irreversíveis ao organismo. Entre 15 a 30% das pessoas infectadas e não tratadas desenvolvem o estágio terciário da doença.

Como é o tratamento da sífilis

Quando diagnosticada de forma precoce, a sífilis não costuma causar maiores danos à saúde e o paciente tende a ser curado rapidamente. Além de ser simples e barato, o processo tem um alto índice de sucesso.

O tratamento se dá à base de penicilina, um antibiótico comprovadamente eficaz contra a bactéria causadora da doença. Uma única injeção de penicilina já é suficiente para impedir a progressão da bactéria, principalmente se a dose for aplicada no primeiro ano após a infecção. Se isso não ocorrer, o paciente poderá precisar de mais de uma injeção.

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