Clínica Geral

26/06/2014 09:00 - Atualizado em 08/12/2016 03:17

Schumacher sai do coma, mas pode ter sequelas

Schumacher sai do coma meio ano após acidente de esqui na França.

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Redação

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Um dos grandes nomes da história da Fórmula 1, o ex-piloto Michael Schumacher sai do coma meio ano depois de um sério acidente de esqui no fim de 2013. Mesmo assim, de acordo com os médicos, o processo de recuperação do alemão é lento, e sequelas não estão descartadas.

Schumacher sai do coma

Foto: ShutterstockFoto: Shutterstock

Em dezembro do ano passado, ao tirar férias na estação de esqui de Méribel, na França, Schumacher, prestes a completar 45 anos, sofreu um acidente grave ao se aventurar esquiando por fora da pista principal. Ele bateu violentamente a cabeça contra uma pedra e por muito pouco não faleceu. Acabou ficando em estado de coma induzido.

Eis que no dia 16 de junho, Schumacher sai do coma, deixando o hospital onde estava internado, em Grenoble, surpreendendo a muitos. O drama dessa lenda da Fórmula 1, no entanto, não termina aí. Pacientes que passam por longos períodos em coma, como Schumacher, têm o desafio de reconectar o quanto antes as áreas do cérebro modificadas após a lesão. A recuperação é praticamente uma corrida contra o tempo.

O que é o coma

O coma pode ser definido como um estado no qual a pessoa tem ausência ou extrema diminuição da consciência e falta de estímulos internos e externos. Quando um paciente está em coma, é como se ele estivesse em sono profundo, não podendo ser acordado.

Mas a pessoa que se encontra nessa condição não está dormindo, pois as suas ondas cerebrais se comportam de forma diferente. No sono, a pessoa pode acordar com facilidade - no coma, não. Uma comparação mais próxima pode ser feita com o estado de anestesia geral. Entre os possíveis motivos do estado de coma, estão o traumatismo craniano, reações tóxicas a medicamentos ou ingestão de sedativos e outras substâncias tóxicas.

Coma induzido

Quando os médicos percebem a necessidade de proteger o paciente de uma dor muito forte durante o período de recuperação de um acidente, pode ser induzido o estado de coma por meio de agentes farmacêuticos. Assim, o metabolismo cerebral é desacelerado, porém permanecem as funções vitais e cerebrais do organismo, e o médico pode trazê-lo ao estado de vigília quando julgar melhor.

Sentidos

No estado de coma, o paciente não demonstra percepção, mas há especialistas que afirmam que eles podem ouvir e perceber o mundo - apenas não tomam consciência disso. Há relato de pessoas que afirmam, após sair do coma, que ouviram conversas no quarto. Essa, no entanto, é uma opinião embasada em experiências empíricas, pois não é comprovado cientificamente que o paciente pode ter seus sentidos funcionando durante o coma. Reações como um movimento após a picada de uma agulha, por exemplo, são considerados reflexos involuntários

Schumacher sai do coma. Mas e agora?

A volta do coma pode acontecer quando as estruturas cerebrais responsáveis pela consciência melhoram. Mas a batalha não termina aí. Pode haver sequelas motoras, sensitivas, intelectuais, convulsivas ou até mesmo comportamentais. Muitas vezes, os pacientes são capazes de recuperar a fala, locomoção e coordenação motora, mas testes neuropsicológicos mostram uma grande alteração emocional.

Muitos pacientes com traumatismo craniano voltam a ter uma vida normal, podendo retornar aos estudos, trabalho e vida social. Mas isso depende muito da gravidade da lesão. No caso de Michael Schumacher, é possível que ele não retome suas plenas condições físicas e mentais, pois ficou seis meses em coma.

Nada disso é certo, no entanto, porque há casos em que, mesmo com um acidente muito grave, há uma ótima recuperação. Resta-nos torcer por mais uma vitória dessa lenda do automobilismo.

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