Clínica Geral

02/12/2015 07:12 - Atualizado em 09/12/2016 11:39

Remédios fitoterápicos não são milagrosos

Feitos com plantas medicinais, eles ajudam no tratamento de diversos problemas de saúde.

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Redação

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Muitas pessoas recorrem aos fitoterápicos quando possuem algum problema de saúde e não querem ingerir os medicamentos tradicionais, que possuem muitas substâncias químicas. A alternativa é feita a partir de plantas medicinais reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde.

Para aproveitar os benefícios desses tipos de remédio, no entanto, é preciso seguir suas especificações de uso. A orientação de um especialista também é indispensável. Saiba mais a seguir.

Tipos de remédios fitoterápicos

A diferença dos remédios fitoterápicos para os químicos está no processo industrial. Eles recebem a adição de poucas substâncias sintéticas. Com isso, possuem menos efeitos colaterais e consequentes chances de trazer prejuízos à saúde.

fitoterapicos em capsulas

Para ser considerado um fitoterápico, o medicamento deve ser fabricado à base de plantas medicinais, capazes de aliviar ou tratar enfermidades. Elas passam por um processo de industrialização para evitar contaminações por micro-organismos, agrotóxicos e substâncias estranhas, além de padronizar a quantidade e a forma do produto.

Desde 1992, os fitoterápicos que têm sua eficácia e segurança comprovadas são catalogados pela Organização Mundial da Saúde. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é o órgão que autoriza e registra esses medicamentos para que os laboratórios possam produzi-los e comercializa-los.

Entre as principais plantas utilizadas estão o capim cidreira e a Melissa officinalis, que possuem efeito calmante; as anti-inflamatórias, como a erva-baleeira e a córdia; as que combatem cólicas e gases intestinais, como o manjericão, a camomila, a hortelã, o alecrim e a erva-doce; os antiácidos naturais, como a carqueja e o boldo.

Para combater gripes e resfriados, os fitoterápicos utilizados contêm alho, guaco, eucalipto, hortelã e alecrim. Já a calêndula e a babosa são usadas externamente como cicatrizantes.

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Como utilizar os remédios

Segundo a Anvisa, algumas precauções são necessárias antes de se consumir fitoterápicos. Entre as principais estão buscar informações com os profissionais de saúde e observar cuidados especiais com gestantes, lactantes, crianças e idosos.

Os medicamentos devem ser adquiridos apenas em farmácias e drogarias autorizadas. A pessoa deve seguir as orientações da bula corretamente e desconfiar de produtos que prometam curas milagrosas.

Também é importante manter os devidos cuidados de armazenamento para que o remédio não perca seus poderes curativos. É indicado guardar folhas, galhos, cascas e flores em um recipiente de vidro escuro, que filtre bem a luminosidade, em ambiente longe do calor e da umidade.

Em geral, os fitoterápicos não possuem contraindicações. Porém, como qualquer outro medicamento, o mau uso pode trazer problemas à saúde, como alterações na pressão arterial e complicações no sistema nervoso central, no fígado ou nos rins. Por isso, a automedicação deve ser sempre evitada.

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