Clínica Geral

20/01/2016 10:47 - Atualizado em 30/11/2016 08:12

Proliferação do zika vírus assusta América Latina

OPAS afirma que o mosquito transmissor encontrou no continente "um nicho perfeito" para sua adaptação.

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Redação

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Dados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) revelam que o zika vírus já está presente em toda a América Latina. A proliferação acelerada do mosquito transmissor Aedes aegypti causa preocupação nas autoridades.

O primeiro caso da doença no continente foi registrado no início de fevereiro de 2014, na Ilha de Páscoa - província do Chile, localizada a 3,7 mil quilômetros da costa do país. O Brasil teve seu primeiro caso 15 meses mais tarde. De lá para cá, já foram milhares de infectados, tanto em território nacional quanto em outras partes da América Latina.

proliferação do aedes aegypti

Proliferação em toda a América Latina

Sylvain Aldighieri, chefe do departamento de Doenças Transmissíveis da OPAS, confirmou que, além do Brasil, a Colômbia já teve mais de 11 mil casos confirmados. Também houve registros em El Salvador, Guiana Francesa, Guatemala, Haiti, Honduras, Martinica, México, Panamá, Porto Rico, Paraguai, Suriname e Venezuela.

Segundo a organização, a rápida disseminação do vírus ocorre pela proliferação acelerada do mosquito. Em comunicado, Aldighieri afirmou que o Aedes aegypti "é claramente um gênio da adaptação e encontrou um nicho perfeito no continente".

Além do zika, o mosquito também é o vetor de transmissão da dengue, da chikungunya e da febre amarela.

Para o especialista, a principal atitude neste momento é lutar contra a doença e a sua proliferação. Médicos e enfermeiros capacitados no auxílio aos pacientes, bem como grupos de profissionais para identificar áreas de risco, vêm atuando de forma potencializada no combate ao inseto.

Devido ao grande número de pacientes infectados, a organização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 divulgou que realizará inspeções diárias nos locais das competições para eliminar qualquer criadouro do mosquito. O objetivo é impedir a propagação do vetor e evitar o contágio por zika durante o evento.

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As complicações do zika vírus

Grande parte dos pacientes infectados pelo zika vírus não desenvolve qualquer tipo de sintoma. Porém, algumas pessoas podem apresentar manchas vermelhas na pele, febre e dores musculares, nas articulações e de cabeça.

Atualmente, não existe um tratamento para a doença, que pode ter seus sintomas controlados com analgésicos. A maneira mais eficaz de prevenir o vírus é apostar em manobras que evitem a proliferação do mosquito transmissor.

O Aedes aegypti se propaga em água limpa e parada e, por isso, é fundamental que sejam eliminados quaisquer tipos de recipientes abertos, tais como vasos de plantas, pneus, caixas d'água ou garrafas.

As gestantes são o público que mais deve ter atenção ao vírus. No Brasil, foram mais de 3,5 mil casos de microcefalia até outubro de 2015. Este foi o período de maior incidência do vírus zika, e estudos afirmam que a contaminação é a responsável pela má formação nos bebês.

Em dezembro de 2015, o Ministério da Saúde brasileiro divulgou um protocolo de atenção a gestantes e a bebês, orientando que as futuras mães utilizem repelentes próprios para grávidas, roupas longas e telas de proteção na casa.

Você teme a propagação do zika vírus na América Latina? Deixe um comentário! Não se esqueça de contribuir para o fim da epidemia retirando qualquer ponto de água parada de sua casa. Aproveite também para conferir outras dicas de saúde aqui no Vivo Mais Saudável.

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