Clínica Geral

30/05/2014 09:00 - Atualizado em 13/11/2016 11:08

Procura por cirurgia de redução de estômago aumenta

Entenda em quais casos ela realmente é indicada.

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Redação

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Hoje em dia a obesidade tem afligido grande parte da população mundial. As pessoas estão engordando cada vez mais e tendo maiores dificuldades para emagrecer. Em decorrência disso, existe um aumento da obesidade mórbida e maior procura pela intervenção cirúrgica.

Segundo dados de pesquisa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, o sobrepeso no Brasil atinge mais de 63 milhões de pessoas, sendo a obesidade mais de 15 milhões e a obesidade mórbida chega a quase 4 milhões, com incidência maior nas mulheres.

Obesidade mórbida é uma obesidade em grau alto que traz mais morbidez, doenças associadas à obesidade – diabetes, pressão alta e doenças osteoarticulares (artrose). Essas doenças têm incidência maior em obesos do que em pessoas com o peso normal, diminuindo muito a expectativa de vida daqueles.

O objetivo da cirurgia bariátrica, procedimento cirúrgico invasivo e agressivo, não é estética. Ela visa possibilitar uma vida mais saudável, sendo o ganho estético um bônus. 

Benefícios:
A perda de peso decorrente da cirurgia diminui muito o grau da hipertensão e diabetes, podendo até, em alguns casos, curar a hipertensão e diabetes tipo 2.

“Tive um paciente que tomava medicações diferentes, seis vezes ao dia, para controlar a hipertensão. Após seis meses de cirurgia de redução de estômago, passou a tomar apenas um comprimido. Não curou a hipertensão, mas melhorou muito sua qualidade de vida”, conta Paulo Jose Macedo, médico cirurgião geral. “Isso ocorre quando o quadro do paciente é grave, mas também existem casos de diabetes em grau leve em que é possível alcançar a cura”, explica.

Para quem é indicada?
Pessoas com o IMC (índice de massa corporal) acima de 40 têm indicação de cirurgia, ou aquelas com IMC entre 35 e 40 que tenham doenças crônicas associadas (apneia do sono, diabetes, hipertensão).  O IMC é um cálculo que divide o peso do indivíduo pelo quadrado da sua altura a fim de saber quantos quilos por metro quadrado a pessoa tem.

O resultado pode ser:
De 20 a 25 - considerado peso normal
De 25 a 30 - sobre peso
De 30 a 35 - obesidade grau 1
De 35 a 40 - grau 2
Acima de 40 - grau 3 ou mórbida

Mas não existe mágica e a cirurgia sozinha não consegue fazer ninguém emagrecer e ficar saudável sem esforço.  Após a cirurgia de redução do estômago, o paciente tem de 12 a 18 meses para conseguir mudar seus hábitos de vida. A recomendação é de que seja com acompanhamento endocrinológico, psicológico, nutricional e atividade física de no mínimo três vezes por semana.

Hoje em dia, 40% dos pacientes operados voltam a ter algum grau de obesidade em até 5 anos após a cirurgia. “Se a pessoa não aproveita esse primeiro ano de pós-operatório pra mudar a dieta e o estilo de vida, pode voltar a ser obesa com o malefício de já ter sido operada e não ter mais o que se fazer do ponto de vista cirúrgico”, alerta o médico cirurgião geral, Paulo José Macedo.

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