Clínica Geral

15/08/2015 02:01 - Atualizado em 30/11/2016 09:16

Previna-se da gordura no fígado com uma dieta saudável

O problema pode levar à insuficiência hepática, causando hepatite e cirrose.

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Redação

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A esteatose hepática é caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado. Também conhecida como doença hepática gordurosa ou fígado gorduroso, é bastante comum principalmente entre as mulheres, provavelmente pela ação do hormônio estrogênio.  

A estimativa é que 30% das pessoas apresentem os sintomas, que podem surgir já na infância. Se o tratamento não for realizado adequadamente e a tempo, metade dos portadores pode atingir o grau mais grave do problema.

A doença é dividida em alcoólica - quando o paciente consome bebidas com álcool excessivamente - ou não alcoólica. Mais de 70% dos pacientes são obesos e, quanto maior o sobrepeso, maior a incidência.

gordura no figado mulher com cesta de frutas

O oposto também representa um risco. A perda brusca de peso provoca o surgimento da esteatose não alcoólica. Cirurgias de redução da obesidade, desnutrição ou perda natural de peso levam a um estresse metabólico do organismo e o consequente acúmulo de gordura no fígado.

Existem, ainda, outros fatores determinantes para o surgimento da doença:

- Diabetes ou resistência à insulina

- Gravidez

- Sedentarismo

- Pressão alta

- Níveis elevados de colesterol e triglicérides

- Hepatites virais

- Uso de corticoides

- Jejum prolongado. 

Gordura no fígado começa assintomática

Os sinais aparecem quando surgem as complicações. Os pacientes relatam que sentem dores do lado direito do abdômen, fadiga, fraqueza, ausência de apetite, barriga inchada, enjoos e vômitos, fezes esbranquiçadas, dor de cabeça, cor amarelada nos olhos e na pele. Os exames apontam o aumento do volume do fígado.

Nos estágios mais avançados da doença - caracterizados por inflamação e fibrose, que resultam em insuficiência hepática - os sintomas são encefalopatia e confusão mental, ascite (acúmulo anormal de líquido dentro da cavidade abdominal), hemorragias, queda no número de plaquetas, aranhas vasculares e icterícia.

Se a esteatose persistir por tempo prolongado e acumular muita gordura, pode acarretar dano grave às células do fígado, levando à hepatite. A evolução do caso provoca a cirrose hepática.

Geralmente a doença é descoberta em uma ultrassonografia abdominal de rotina, ou na investigação de alteração de exames laboratoriais relacionados ao fígado.  A suspeita se dá pela história clínica do paciente ou pelo aumento da circunferência abdominal.

Quando o ultrassom ou a tomografia detectam o problema, é necessário fazer exames complementares para avaliar se há inflamação. A confirmação do diagnóstico de esteato-hepatite é feita através de análise histológica de um fragmento do fígado, retirado por meio de biópsia.

O exame mais importante para o diagnóstico é a elastografia transitória, um método não invasivo e indolor que mede a elasticidade do tecido hepático e a quantidade de gordura no fígado.

gordura no figado

Tratamento da esteatose hepática

A doença é reversível caso seja logo identificada e tratada adequadamente. O tratamento se concentra na causa. O diabetes, a obesidade e os níveis elevados de colesterol e triglicerídeos devem ser combatidos com o uso de medicamentos e mudança de hábitos. O paciente precisa perder peso, realizar atividade física e adotar uma reeducação alimentar.  

Segundo os especialistas, o ideal é uma redução de aproximadamente 10% do peso corporal. A dieta deve ser hipocalórica, com a ingestão de frutas, legumes, verduras e carnes magras, grelhadas ou cozidas com azeite de oliva. Frituras, pão, feijoada, pizza, hambúrguer, churrasco, doces e bebidas alcoólicas têm que ser evitados. 

É bom ressaltar que a perda de peso deve ocorrer de forma gradual. Emagrecer muito e rapidamente pode agravar a esteatose. A circunferência abdominal não deve ultrapassar 88 centímetros nas mulheres e 102 centímetros nos homens.

Você considera sua alimentação saudável? Deixe um comentário! E aproveite para conferir mais dicas de saúde e bem-estar aqui no Vivo Mais Saudável.

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esteatose hepática
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