Clínica Geral

10/08/2015 08:09 - Atualizado em 09/11/2016 10:30

Pílula antiaids é mais uma arma contra a doença

O medicamento é recomendado a quem teve contato com o vírus HIV.

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Redação

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A pílula antiaids passou a ser recomendada pelo Ministério da Saúde a qualquer pessoa que tenha tido algum risco de contato com o vírus HIV. A medida vale desde a publicação das novas diretrizes no Diário Oficial da União, em 23 de julho.

O medicamento já era distribuído pelo Sistema Únicos de Saúde (SUS) desde os anos 1990, mas antes da nova resolução era necessário que um médico especialista no tratamento da Aids prescrevesse o remédio. Agora, é possível ter acesso à pílula antiaids em qualquer serviço especializado de saúde.

pilula antiaids

Como a pílula antiaids funciona

O tratamento com a pílula antiaids é chamado de profilaxia pós-exposição. Ele é indicado para pessoas que tenham sido expostas ao risco de contato com o vírus causador da doença, o HIV.

Isso pode acontecer, por exemplo, com médicos e enfermeiros que tenham sofrido algum acidente de trabalho que tenha resultado em contato com sangue de paciente contaminado. Também pode ocorrer com vítimas de violência sexual ou com pessoas que tiveram relação sexual com parceiro soropositivo sem uso de preservativo.

A eficácia do tratamento depende de fatores como o intervalo entre a exposição ao risco e o início do tratamento, que deve ser de, no máximo, 72 horas. O mais indicado é que a pílula comece a ser administrada nas primeiras duas horas após a exposição.

O que mudou

A principal mudança na estratégia é com relação à distribuição da pílula antiaids. Segundo o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, era comum que serviços que prestam atendimentos a vítimas de violência se recusassem a oferecer o medicamento a pessoas que recorriam ao serviço depois de manter relações sexuais sem proteção.

Centros especializados distribuíam o medicamento somente a vítimas de violência atendidas no local, embora o tratamento já tivesse sido estendido desde 2011 também a pessoas que tiveram contato com o vírus por meio de relações sexuais desprotegidas.

A intenção do Ministério da Saúde, com a nova resolução, é unificar o tratamento, facilitando o acesso à pílula antiaids em qualquer um dos casos. Além de centros de serviços especializados em DST-Aids, em algumas cidades, os medicamento são fornecidos também em unidades de emergência.

pilula antiaids cientista testando vacina

Novos estudos

Um próximo passo no tratamento contra Aids no Brasil já está em fase de estudos pelo Ministério da Saúde. Trata-se do uso da pílula antiaids antes da relação sexual com parceiro soropositivo. Dessa forma, o remédio agiria como uma espécie de vacina contra a contaminação.

Estudos estão em andamento no país, um deles conduzido pelo instituto Fiocruz, com resultados animadores. O principal objetivo é verificar o comportamento dos voluntários em relação ao uso contínuo dos remédios, necessário para a eficácia da pílula como elemento de prevenção.

O objetivo do Ministério da Saúde é definir se a estratégia de receitar a pílula para prevenção de contaminação pelo vírus pode ou não ser incluída no programa brasileiro de combate à doença já a partir de 2016.

O que você achou da novidade? Deixe seu comentário! E continue de olho no Vivo Mais Saudável para conferir outras dicas de saúde.

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