Clínica Geral

02/11/2015 07:16 - Atualizado em 15/11/2016 10:01

Pessimismo constante pode ser distimia

O transtorno psicológico se caracteriza pelo comportamento excessivo de mau humor e irritabilidade.

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Redação

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Criticar e reclamar de tudo, não se agradar com nada, ser pessimista e ver primeiro os defeitos podem ser características da personalidade de algumas pessoas. Porém, em outros casos, esse comportamento de mau humor excessivo ou até mesmo de falta de educação pode ser sinal de uma doença chamada distimia.

A patologia é um transtorno psicológico que interfere diretamente na qualidade de vida de seus portadores e das pessoas que convivem com eles. Pode prejudicar as relações afetivas, sociais e profissionais, causando até mesmo complicações mais sérias na saúde emocional e intelectual dos pacientes, necessitando de tratamento.

Entenda o que é distimia

Distimia é uma palavra de origem grega que significa “mau humor”. Antigamente, era usada para caracterizar pessoas mal-humoradas, irritadas e de personalidade complicada. Hoje em dia, o termo serve para designar um subtipo da depressão.

mulher triste com distimia

As causas do problema não são bem definidas, mas se acredita que haja pré-disposição genética, pois muitos familiares dos distímicos possuem histórico de depressão. Em alguns casos, inclusive, é difícil até mesmo para os médicos diferenciar uma doença da outra.

Outros sintomas da distimia são a falta de vontade de agir, a irritabilidade, o mau humor e achar que nada está bom nem é original, não merecendo atenção.

Desde a infância ou adolescência, os distímicos são considerados pessoas desagradáveis e de difícil relacionamento. Durante essa fase, o baixo rendimento escolar também é um sinal. Na vida adulta, o transtorno se caracteriza pela falta de produtividade ou criatividade no trabalho. Os colegas veem a pessoa como irritada, de cara amarrada, resmungona e pouco sociável.

Saiba como tratar o problema

Muitas vezes, é difícil saber se o comportamento é uma característica da personalidade da pessoa ou se ela apresenta um transtorno de personalidade, como a distimia, por exemplo. Em geral, um comportamento mal-humorado ou irritado é apenas um estado de adaptação a uma realidade específica.

Outras pessoas, porém, possuem traços de personalidade que fogem do comportamento considerado normal. São aquelas com aspectos detectados desde a infância ou adolescência, que trazem complicações durante sua vida inteira.

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O indivíduo com transtorno de personalidade, mesmo mudando de ambiente ou se deparando com uma situação extrema, é incapaz de adaptar-se a novas situações, pois não consegue agir de outra forma e controlar a sua natureza. É nessa falta de controle e no início precoce do problema que é possível fazer o diagnóstico correto de uma personalidade anormal.

O tratamento da distimia também é bem parecido com o da depressão, utilizando medicamentos. Além disso, a psicoterapia é fundamental, pois os antidepressivos corrigem o distúrbio biológico, mas os relacionamentos que os distímicos estabeleceram ao longo da vida estão marcados pela imagem do sujeito irritado e que reclama de tudo.

Para mudar isso, os pacientes são encaminhados à terapia para aprender novas possibilidades de estabelecer relações. Após dois ou três meses de tratamento, já é possível perceber mudanças surpreendentes, pois os pacientes se sentem mais leves e tranquilos.

Como a doença é degenerativa e pode comprometer a capacidade intelectual do indivíduo, a manutenção do tratamento dever ser ininterrupta. Com o passar do tempo, as doses podem ser diminuídas, mas tudo depende de cada pessoa e da avaliação do médico responsável pelo caso.

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depressão
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