Clínica Geral

29/01/2016 02:00 - Atualizado em 06/12/2016 02:19

Óleo de sucupira pode causar problemas intestinais

A Anvisa não considera o óleo como um medicamento fitoterápico.

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Redação

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A crendice popular afirma que o óleo de sucupira é bom para tratar inflamações, mas não se engane. O uso do produto pode causar alergias e intoxicação. Por isso, a  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não o considera um fitoterápico.

Saiba mais sobre os perigos da planta e veja como apostar em soluções naturais para os seus problemas de saúde.

óleo de sucupira

O óleo de sucupira funciona?

A sucupira é uma árvore encontrada na Mata Atlântica e no Cerrado brasileiro. Suas sementes, folhas e raízes são utilizadas para a criação de receitas com supostos efeitos vantajosos para a saúde.

Extraído da casca e das sementes da árvore, o óleo de sucupira é popularmente conhecido por tratar doenças inflamatórias. Há quem diga que ele é ótimo para o alívio dos sintomas de artrite, artrose, reumatismo, gota e outras enfermidades. A crença popular indica aplicar algumas gotas sobre o local afetado.

Essa solução, no entanto, não é reconhecida pelos médicos. Já o uso oral é ainda mais perigoso e deve ser evitado. Quem costuma utilizar medicamentos sem saber sobre a sua efetividade pode acabar piorando a situação. O óleo de sucupira, apesar de natural, pode causar alergias e problemas intestinais.

Não existem pesquisas científicas que comprovem os efeitos benéficos do óleo. Até o momento, alguns testes foram elaborados para identificar as vantagens do uso da semente. Os resultados indicaram que o consumo pode ser eficaz para animais com inflamações e com câncer de próstata

O estudo foi comandado pela pesquisadora Mary Ann Foglio, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Identificou-se que uma das substâncias presentes na semente da planta é capaz de diminuir o crescimento do tumor da próstata. O mesmo, porém, não foi constatado em humanos.

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Entenda os medicamentos fitoterápicos

A Anvisa define os medicamentos fitoterápicos como produtos obtidos de matérias-primas vegetais, que não podem levar materiais sintéticos em sua composição. A eficácia e os riscos do uso devem ser comprovados. A constância da qualidade desses itens também deve ser assegurada pelo fabricante. 

Ou seja, um remédio natural é considerado seguro apenas se passar por testes de qualidade que comprovem sua eficiência e sua estabilidade. Isso vale tanto para o controle dos ingredientes quanto para a finalização dos medicamentos e para os materiais utilizados na embalagem.

Antes de recorrer a fitoterápicos, converse com seu médico. Ele poderá identificar as vantagens desses medicamentos e indicar a quantidade correta para o seu caso. Se você sentir algum sintoma desagradável após o início do tratamento, interrompa o uso e informe ao profissional.

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