Clínica Geral

15/06/2015 11:28 - Atualizado em 06/07/2016 11:40

Mers: Entenda a síndrome do Oriente Médio

Doença respiratória causada pelo coronavírus já levou a óbito 36% dos infectados.

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Redação

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Desde 2012, uma forma de manifestação do coronavírus já infectou mais de mil pessoas em 25 países. Surgida na Arábia Saudita, ela é uma síndrome respiratória que recebe o nome de Mers, ou “Middle East Respiratory Syndrome” (Síndrome Respiratória do Oriente Médio, em português).

De uma família que pode causar diferentes variações de problemas respiratórios, a doença tem matado muitas pessoas em sua região de origem. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a síndrome já levou a óbito 36% das pessoas infectadas. Fique atento aos sinais da Mers e saiba como se proteger.

O que é a Mers?

Existem duas formas pelas quais a Síndrome Respiratória do Oriente Médio é transmitida. Mais comum, a infecção de humano para humano é feita da mesma forma que as gripes ou resfriados comuns. Pelo contato com alguém contaminado, as secreções da saliva e da respiração podem conter o vírus, que passa para o organismo do próximo.

Outra maneira de contágio é pelo contato com animais contaminados. Ainda não se sabem quais são os mecanismos de transmissão exatos, nesse caso, mas já há estudos que mostram os camelos como potenciais transmissores. No Egito, na Arábia Saudita, no Catar e em Omã, análises mostraram que o mesmo vírus encontrado no homem também estava nesses animais.

mers

Febre, tosse e falta de ar são os principais indícios de uma contaminação por Mers. Diarreia, náuseas e vômitos também ocorrem em alguns pacientes. Os casos mais graves podem manifestar sinais de complicações respiratórias fortes, exigindo suporte de aparelhos para auxiliar no processo e, até mesmo, internação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

No grupo de risco da infecção, estão as pessoas mais velhas e que já apresentam doenças crônicas. Problemas que afetem o sistema imunológico também predispõem os pacientes a contaminações pelo coronavírus, que podem levar a um quadro grave da síndrome.

Prevenindo e tratando a Mers

Em função dos poucos avanços nos estudos sobre a Mers, não existe uma vacina ou remédios com eficácia específica para a síndrome. Os medicamentos utilizados nos casos confirmados da doença servem para tentar conter a infecção e aliviar os sintomas.

Para se prevenir de uma contaminação, as recomendações dos órgãos de saúde são as mesmas administradas no combate a gripe:

- Não tocar olhos, nariz e boca com as mãos sujas

- Cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir

- Lavar as mãos com frequência

- Não entrar em contato direto com pessoas infectadas.

Entre 2012, quando foi descoberta, até junho de 2015, a Mers já registrava mais de mil casos detectados e 400 mortes registradas. Ela está presente em cerca de 25 países asiáticos, africanos, europeus e americanos, e o vírus se prolifera. No entanto, o número mais significativo de casos está na Arábia Saudita, onde aponta-se 85% da incidência.

O segundo maior foco da doença é na Coreia do Sul, onde 122 pessoas já foram registradas com a infecção e nove morreram em função da síndrome. No país asiático, cerca de 3,5 mil pessoas foram colocadas em quarentena. A maior parte dos infectados visitou a Península Arábica antes de ser diagnosticada.

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