Clínica Geral

15/10/2015 07:13 - Atualizado em 29/11/2016 10:42

Maus hábitos causam pólipos intestinais: Veja como tratá-los

Normalmente sem sintomas, os pólipos podem acarretar câncer no intestino.

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Redação

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Se você já passou dos 50 anos, é apaixonado por uma picanha gordurosa e não abre mão da cervejinha do final de semana, fique de olho. Você pode desenvolver um problema silencioso e que traz consequências ruins para a qualidade de vida: os pólipos intestinais.

Segundo a Associação Brasileira de Prevenção do Câncer de Intestino (Abrapreci), o pólipo é um crescimento anormal dentro do intestino. Às vezes, ele pode até formar um câncer. Normalmente não há sintomas, mas casos mais graves podem acarretar sangramento, alterações no ritmo intestinal, muco nas fezes e, raramente, dores abdominais.

consulta médica sobre pólipos intestinais

Estima-se que o tempo de desenvolvimento de um pólipo seja de dez anos. O controle e extração são maneiras de prevenir e reduzir as chances de desenvolvimento de doenças mais graves. No National Polyp Study, realizado nos Estados Unidos, pesquisadores descobriram que a retirada das lesões pode diminuir de 76% a 90% a incidência de câncer no intestino.

Causas dos pólipos intestinais

Os maus hábitos podem favorecer o desenvolvimento de pólipos intestinais. Se você está acima do peso e costuma fumar ou beber, já deve ficar atento. Pessoas que tenham uma alimentação gordurosa e pobre em cálcio e vegetais podem acabar apresentando o problema. Diabetes tipo 2 não controlada é outro fator agravante.

Casos de pólipos e cânceres intestinais na família também são sinal de alerta. Ainda, quem sofre de colite, síndrome de Lynch, polipose adenomatosa familiar, síndrome de Gardner ou síndrome de Peutz-Jeghers corre mais riscos.

A condição é silenciosa e pode não apresentar sintomas. Geralmente, os pólipos são diagnosticados durante a colonoscopia, exame que verifica o interior do cólon.

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Diagnóstico e tratamento

De acordo com a Abrapreci, a pesquisa de sangue oculto nas fezes pode ser uma peça-chave no diagnóstico da doença. Ela ajuda a identificar quais pacientes devem ser submetidos à colonoscopia. O exame deve ser realizado anualmente a partir dos 50 anos de idade – ou mais cedo, em caso de histórico familiar.

Chamada de polipectomia, a remoção das lesões não causa dor ou sangramento. Pólipos acima de um centímetro devem ser retirados com cirurgia. Eles passam por análise laboratorial para identificar se são malignos ou benignos. Em caso de malignidade, tratamentos específicos para câncer podem ser indicados.

Se você já removeu pólipos intestinais, tome cuidado. A associação alerta que a recorrência é baixa, mas existe a chance de surgirem novas lesões em locais diferentes. Os riscos chegam a 30%. Para manter a saúde em dia e evitar mais preocupação, consulte-se regularmente com seu médico e adote hábitos saudáveis de vida.

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