Clínica Geral

23/09/2015 09:28 - Atualizado em 25/11/2016 04:01

Mapeamento genético identifica risco de doenças

A atriz Angelina Jolie retirou as mamas e os ovários como prevenção do câncer.

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Redação

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Você sabe o que é e para que serve um mapeamento genético? Essa é uma forma segura de conhecer a estrutura genética de um organismo e entender suas alterações. Elas podem determinar algumas ocorrências sutis, como a cor dos olhos, ou até mesmo condições sérias de saúde.

O procedimento consiste basicamente em fazer a leitura da estrutura dos cromossomos e verificar se eles estão danificados ou modificados. Com isso, é possível ter diagnósticos bem precoces e evidências contundentes de que a pessoa possa desenvolver uma doença hereditária ligada a um ou mais genes, como alguns tipos de câncer, fibrose cística e distrofia muscular.

Outras doenças - como asma, diabetes e até mesmo complicações do coração e distúrbios psiquiátricos - também podem ser previstas. Saiba mais sobre essa varredura e veja quando fazê-la.

mulher faz mapeamento genético no consultório médico

Angelina Jolie fez mapeamento genético

Discussões acerca do mapeamento genético ficaram ainda mais em evidência a partir do caso da atriz Angelina Jolie, que, em 2013, fez o estudo de seus genes para saber da possibilidade de ter câncer de mama e de ovário.

Os resultados revelaram as grandes chances que a atriz tinha de desenvolver tumores malignos nesses órgãos, em função das condições dos genes BRAC1 e BRAC2. O mapeamento mostrou que Angelina apresentava 85% de chance de desenvolver as doenças, devido ao histórico familiar. Preventivamente, ela retirou as mamas e, depois, os ovários.

Com a divulgação do caso da atriz, a demanda pelo mapeamento genético cresceu em todo o mundo. Com isso, também evoluem as formas de realizar esse estudo. Os métodos para fazer o sequenciamento do DNA estão cada vez mais rápidos e precisos.

angelina jolie fez mapeamento genético

Quando realizar um mapeamento genético

Teoricamente, qualquer pessoa pode fazer o mapeamento genético para verificar as possibilidades de ocorrência de doenças, para detectar doenças hereditárias ou ainda para selecionar embriões. Para que a varredura seja feita, são necessários materiais orgânicos, como sangue ou saliva.

O exame ainda não é disponível no Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em clínicas particulares, o valor chega a R$ 6,7 mil. Porém, pelo menos para as mulheres moradoras do Rio de Janeiro, essa realidade pode começar a mudar.

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No final de setembro, uma lei batizada de “Angelina Jolie” foi publicada, autorizando o estado a assinar um convênio para proporcionar a realização do mapeamento em mulheres com histórico de câncer de mama ou de ovário na família. Ainda não há prazo para que isso comece na prática, mas já é um ótimo sinal de conscientização.

O resultado de um mapeamento genético só pode ser interpretado por um geneticista, já que esse estudo não é um exame laboratorial comum.

Tirou suas dúvidas? Conte para nós! E aproveite para conferir outras dicas de saúde aqui no Vivo Mais Saudável.

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genética
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