Dr. Rodrigo da Rosa Filho

ESPECIALIDADE

Fertilidade e reprodução

ONDE ATENDE

Alameda dos Nhambiquaras, 1770 cj 1103, Moema, São Paulo-SP

Dr. Rodrigo da Rosa Filho

Apresentação

Ginecologista e Obstetra com especialização em Reprodução Humana Assistida. Autor de livros sobre o tema, como “Ginecologia e Obstetrícia- Casos clínicos”, lançado em 2013 e co-autor do “Atlas de Reprodução Humana” da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana”.

O que Trata

O médico pode falar sobre todos os temas ligados à infertilidade, desde o diagnóstico até as técnicas mais modernas utilizadas para seu tratamento, como fertilização in vitro (FIV), injeção-citoplasmática de espermatozóides (ICSI), ovodoação, ovorecepção e preservação da fertilidade (congelamento de óvulos, espermatozoides, embriões e tecido ovariano).

Formação Acadêmica

Formado em Medicina pela UNIFESP/EPM (Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina), realizou residência médica em Ginecologia-Obstetrícia pela UNIFESP e residência médica em Reprodução Humana pela UNIFESP.

Cargos e Títulos

Diretor e sócio-fundador da clínica de reprodução humana Mater Prime; professor do curso preparatório de residência médica Medcel.

Clínica Geral

22/09/2015 06:00 - Atualizado em 03/12/2016 10:25

Infertilidade: Especialista aponta as principais causas do problema

Mais comum do que se imagina, a infertilidade ataca homens e mulheres no mesmo nível. O especialista em reprodução humana, dr. Rodrigo Rosa Filho, aponta as principais causas.

POR

Dr. Rodrigo da Rosa Filho

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Atualmente, cerca de 15% dos casais enfrentam dificuldades para engravidar. No mundo todo esse montante chega a 60 milhões de casais.

Um casal é considerado infértil quando tem relações sexuais frequente sem utilizar contraceptivos por um ano e não obtém sucesso. Quando a mulher tem mais de 35 anos, esse período pode ser reduzido para seis meses.

A infertilidade pode ocorrer na mulher, no homem ou em ambos e o diagnóstico é dado após exames e análise clínica, que apontam o que acontece e impede o casal de engravidar. Diversos pontos são necessários para que a gestação natural ocorra e qualquer anomalia ou alteração pode interferir nas tentativas.

Quando o casal detecta alguma dificuldade na concepção ou desenvolvimento do feto deve procurar ajuda especializada e monitorar a situação afim de detectar possíveis problemas de fertilidade e resolvê-los com a ajuda de uma clínica de fertilização assistida.

A frequência das causas de infertilidade tem distribuição praticamente semelhante nos casais, sendo que o fator masculino responsável por 30% das vezes, outros 30% são de causa feminina, 30% de causa mista e em 10% dos casos a infertilidade é sem causa aparente.

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Fatores masculinos

 A infertilidade conjugal tem o homem como fator causal isolado ou associado às causas femininas (mistas) em mais da metade das vezes.

Basicamente, as causas estão relacionadas a:

- Alteração na produção dos espermatozóides: desde ausência de produção (azoospermia), baixa contagem (oligozoospermia), pouca mobilidade (astenozoospermia) ou formato inadequado (teratozoospermia). Essas condições são geralmente assintomáticas, sendo muitas vezes diagnosticadas apenas por exames especializados;

- Alterações obstrutivas: modificações anatômicas por defeitos genéticos (fibrose cística), inflamações, infecções ou cirurgias no sistema reprodutor masculino podem bloquear parcial ou totalmente a passagem dos espermatozóides e/ou do líquido seminal;

- Varicocele: varizes na bolsa testicular (saco escrotal) que alteram a produção espermática, podendo levar também a diminuição dos volumes dos testículos. Tem efeito progressivo, isto é, quanto mais tempo de ação deletéria sobre os testículos, maior é ação tóxica e a repercussão na qualidade seminal. É a principal causa conhecida de alteração na produção dos espermatozóides e de infertilidade masculina;

- Alterações genéticas: quanto maior a alteração seminal, maior a probabilidade de haver alteração genética. Entre elas encontramos homens com cariótipo alterado, microdeleções do cromossomo Y e a presença de gene mutante da fibrose cística;

- Outros fatores: disfunções sexuais como os problemas de ereção, tratamentos de radioterapia ou quimioterapia, traumatismos medulares, doenças como diabetes, algumas doenças neurológicas e também a criptoquirdia (ausência dos testículos na bolsa testicular) podem ser causas de infertilidade masculina. Hábitos de vida como sedentarismo, obesidade, tabagismo, abuso de álcool, ingestão de alimentos industrializados, drogas ilícitas, exposição a poluição ambiental, permanecer grandes períodos sentados, presença de notebooks diretamente apoiados nas pernas ( aquecendo a região genital) e outros fatores também influenciam a fertilidade masculina.

 

E na mulher, como detectar a infertilidade feminina?

 Embora a mulher seja considerada a maior responsável pela fecundidade do casal, as causas femininas têm a mesma frequência que as masculinas. No entanto, pela complexidade do organismo feminino e pela responsabilidade direta na concepção, gestação e parto, a pesquisa das causas femininas tem um papel muito importante.

As principais causas são:

- Ovarianas: referentes às disfunções e condições patológicas que afetam a produção, desenvolvimento, amadurecimento e expulsão do óvulo, assim como alterações na produção dos hormônios femininos. Importante sabermos que a quantidade de óvulos que a mulher possui é determinada antes do seu nascimento, e ocorre uma perda progressiva e inevitável desses óvulos ao longo da vida, até o momento que sua perda é total e definitiva: a menopausa. Além da idade, fatores genéticos, ambientais e determinados hábitos (como o tabagismo) podem acelerar essa perda do patrimônio ovariano;

- Tubários: referentes às alterações no transporte e capacitação dos espermatozóides, na captação e transporte do óvulo, no ambiente da fecundação e no transporte do pré-embrião até o útero. Também engloba o fator peritoneal, onde alterações na membrana que recobre as tubas promovem um processo de aderência prejudicial à captação do óvulo;

- Uterinos: referentes às alterações na anatomia do útero que levam a um prejuízo na receptividade do embrião e sua capacidade de adaptar-se à gestação;

- Cervicais: referentes às alterações no muco e sua função de transporte, capacitação e seleção dos espermatozóides, alterações na capacidade de contenção e proteção do saco gestacional na cavidade uterina;

- Imunológicas: referentes às condições de reconhecimento, adaptação e proteção dos gametas, fecundação, implantação e desenvolvimento do embrião;

- Endometriose: doença de risco extremo à fertilidade feminina, que envolve múltiplos fatores em seu mecanismo promotor da infertilidade; desde alterações anatômicas e funcionais do útero, tubas e ovários, até condições desfavoráveis a fecundação e implantação relacionadas a fatores imunológicos.

 

Infertilidade sem causa aparente (ISCA)

Cerca de 10% dos casais não apresentam causa aparente de infertilidade, mesmo após serem submetidos a rigorosos exames investigativos. Assim, não se considera a infertilidade sem causa aparente como relacionada ao indivíduo, mas ao casal como unidade reprodutora. Muitas vezes, apenas quando submetidos a fertilização in vitro podemos diagnosticar nesses casais fatores relacionados aos gametas que até então eram obscuros nos exames rotineiros.​


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