Clínica Geral

07/10/2014 02:08 - Atualizado em 01/12/2016 12:16

Incontinência urinária pode ser tratada através da fisioterapia

Incontinência urinária afeta mais mulheres do que homens.

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Redação

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A incontinência urinária é caracterizada pela perda involuntária da urina. O problema pode afetar pessoas de ambos os sexos e de diferentes faixas etárias. No entanto, as mulheres são as maiores vítimas do problema, que costuma surgir com o passar do tempo, atingindo um em cada três indivíduos idosos.

Essa condição acaba sendo constrangedora no convívio com outras pessoas, afetando diretamente a qualidade de vida. Muitas vezes, quem é afetado pelo problema evita ao máximo relacionar-se em sociedade. Reprimir a prática de esportes e de atividades sociais também é uma atitude comum. Até atos corriqueiros, como tossir, espirrar ou rir, podem desencadear a perda da urina, dando origem a situações desconfortáveis e embaraçosas.

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Mulheres são as mais afetadas pela incontinência urinária

As mulheres têm três vezes mais chances de sofrerem com a disfunção em comparação com os homens. Entre as causas dessa disparidade, está o esforço físico causado pela gestação e a queda nos níveis de estrogênio do organismo, ocorrida depois da menopausa.

Além disso, essa prevalência também está associada ao fato de a mulher apresentar, além da uretra, duas falhas naturais na musculatura do assoalho pélvico: o hiato vaginal e o hiato retal. Os homens, por outro lado, contam apenas com o orifício retal. Essa caracacterística específica faz com que a dinâmica da pelve feminina seja mais delicada e, portanto, mais suscetível ao problema.

Causas podem incluir prisão de ventre

O diagnóstico da incontinência urinária deve ser realizado pelo médico ginecologista ou urologista, mas algumas causas da disfunção são conhecidas e podem incluir:

- Problemas na bexiga ou na musculatura do assoalho pélvico.

- Problemas nervosos

- Gravidez

- Parto normal

- Aumento de peso

- Recuperação de uma cirurgia

- Uso de medicamentos como diuréticos e antidepressivos

- Confusão mental

- Infecção ou inflamação na próstata

- Prisão de ventre muito grave que causa pressão sobre a bexiga

- Lesões na coluna.

Fisioterapia é aliada contra a incontinência urinária

Uma das possibilidades de tratamento para a incontinência urinária é a fisioterapia. Ao trabalhar os músculos do assoalho pélvico, ocorre o fortalecimento da região, o que contribui para que o períneo impeça a perda involuntária da urina.

Além disso, a fisioterapia contribui para coordenar a atividade abdominal e promover um rearranjo estático lombopélvico. Para isso, são utilizados exercícios específicos, além de aparelhos de eletroestimulação e técnicas que promovem o fortalecimento dos músculos necessários para manter a continência urinária. Outra indicação da fisioterapia é a atuação de forma preventiva, evitando disfunções neuromusculares.

Algumas medidas, como evitar a obesidade e o sedentarismo, ajudam a reduzir os riscos e contribuem para prevenir o problema. Considere adotar os seguintes hábitos:

- Regule o intestino para evitar a prisão de ventre. Procure aumentar a ingestão de fibras na sua dieta alimentar.

- Perca peso, se for necessário. Praticar esportes de forma regular também ajuda a combater o sedentarismo.

- Pare de fumar para reduzir a tosse e a irritação da bexiga.

- Evite álcool e bebidas cafeinadas, principalmente o café, pois estas bebidas podem superestimular a bexiga.

- Evite alimentos e bebidas que possam causar irritação na bexiga, como comidas picantes, bebidas gaseificadas e sucos cítricos.

- Mantenha o açúcar do sangue sob controle, reduzindo a ingestão de doces, caso você tenha diabetes.

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