Clínica Geral

18/02/2015 02:48 - Atualizado em 04/12/2016 09:44

HIV na gestação: Entenda como o bebê pode nascer sem o vírus

Mães que descobrem o HIV na gestação estão entre as milhões de pessoas que têm o vírus sem saber.

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Redação

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Estima-se que, no mundo, 54% das pessoas que contraíram o vírus da Aids não sabem disso. Em números absolutos, são 19 milhões de pessoas que não recebem o tratamento adequado e podem infectar outros indivíduos, segundo a Unaids, programa de HIV/Aids da Organização das Nações Unidas.

Algumas mulheres só descobrem que têm o HIV na gestação. Isso deixa em alerta os serviços de saúde, que intensificam os esforços de preservar a criança do vírus.

HIV na gestacao

O Ministério da Saúde disponibiliza medicamentos e acompanhamento médico adequado para as mamães com HIV na gestação. Dessa forma, as chances de infecção caem a 1%. Porém, caso a gestante desconheça ser portadora do vírus ou não tome os medicamentos, há 25% de chances de o bebê ser contaminado.

HIV na gestação: O parto

É difícil precisar qual o melhor parto de uma mãe que é portadora de HIV. Fatores como o estado de saúde da gestante, nesse caso, são as principais variáveis do processo.

Tudo depende da carga viral. Se ela for desconhecida após a 34ª semana, a cesárea é mais indicada, desde que realizada antes do trabalho de parto. Nesse processo, não há o rompimento da bolsa, o que permite proteger o bebê do vírus.

Se a gestante entrou em trabalho de parto e não recebeu nenhum acompanhamento médico para monitorar o HIV na gestação, o obstetra leva em consideração o tempo disponível. Também são observadas as complicações que podem ocorrer durante os procedimentos.

O tradicional AZT, medicação usada por soropositivos, deve ser injetado na veia da grávida tão logo ela entre em trabalho de parto. O medicamento tem que permanecer na corrente sanguínea até o nascimento do bebê. Se o médico optou pela cesariana, o AZT deve ser injetado na veia de três horas antes do procedimento até o momento da retirada do bebê.

Para aquelas mamães que tiveram HIV na gestação, algumas práticas são totalmente desaconselháveis, como a coleta do líquido aminiótico ou de sangue do cordão umbilical. O uso de fórceps também é proibido.

Se o parto for normal, o corte no períneo (linha entre a vagina e o ânus) deve ser evitado. Além disso, todo o trabalho de parto tem que ser monitorado por meio do partograma, o gráfico da evolução do parto.

HIV na gestação: Cuidados após o nascimento

Quando o bebê nasce, a recomendação é que a mãe não amamente o filho. O HIV infecta o leite materno e, consequentemente, entra na corrente sanguínea do bebê.

Nas primeiras horas de vida da criança, ela deve receber tratamento por meio do AZT em xarope, procedimento que deve continuar por mais seis semanas.

Para garantir o acompanhamento do bebê, a mãe que teve HIV na gestação já sai do hospital com consulta marcada para o seu filho. Ela ocorre em um serviço de atendimento especializado e não pode ultrapassar 30 dias após o nascimento.

É necessário que as mulheres se conscientizem da importância de conhecer sua sorologia o quanto antes. Com esses cuidados, o HIV na gestação não se torna um risco para o recém-nascido.

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