Clínica Geral

07/11/2014 07:01 - Atualizado em 01/12/2016 02:27

Exames de próstata são essenciais para tratamento do câncer

Câncer e exames de próstata são tema da campanha Novembro Azul.

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Redação

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Resultado de uma multiplicação desordenada das células da glândula masculina responsável pela fertilidade, o câncer de próstata tem sido uma das principais preocupações da Saúde Pública em todo o mundo nos últimos anos.

Dentre os tipos de câncer, é um dos mais letais para o sexo masculino, matando anualmente cerca de 32 mil americanos, 9 mil franceses e 13 mil brasileiros. E o número de casos diagnosticados só tem crescido a cada período, em parte graças a novos exames de próstata mais eficazes, que felizmente identificam o problema a tempo de intervenção, evitando o óbito.

Conscientização

Inimigo invisível e sorrateiro, de causas ainda desconhecidas, o câncer de próstata raramente (menos de 5% dos casos) apresenta sintomas em suas fases iniciais. Em geral, eles só aparecem quando a doença já se encontra em estágio muito avançado, dificultando a eficiência dos tratamentos. Eis um dos motivos pelos quais campanhas de conscientização e prevenção tais como o “Novembro Azul” têm se multiplicado e intensificado em diversos países.

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É importante que os homens rompam o preconceito e adotem o hábito de realizar exames de próstata anualmente, a partir dos 40 anos de idade, assim como as mulheres se previnem com relação ao câncer de mama. Não tem conversa: todos os urologistas são unânimes em afirmar que é o único modo seguro de não se tornar mais uma vítima potencial. Se houver algum caso hereditário na família ou fatores de risco como tabagismo, alcoolismo, alimentação desregrada e sedentarismo, os cuidados precisam ser redobrados!

Exames de próstata

Atualmente, os exames adotados para o diagnóstico são basicamente quatro, uns complementares aos outros, conforme a necessidade que vai surgindo em função de indícios da presença de metástase (células cancerígenas).

São eles:

Toque retal – Esse é o primeiro, mais simples e comum (lamentamos, mas não há escapatória, ao menos ainda...) dos exames, realizado de forma rápida e ambulatorial, no próprio consultório do urologista. É fundamental para análise da densidade da glândula. Em caso de parecer negativo, os demais são dispensados;

Antígeno Prostático Específico (PSA) – Caso alguma alteração seja detectada no toque, é solicitado um PSA, para análise das proteínas presentes na urina do paciente. Requer apenas coleta da amostra, como em outros exames do gênero;

Ultrassom transretal – Assemelha-se a outras modalidades de ultrassom, então é um método não-invasivo, indolor e sem efeitos colaterais. Apenas exige a aplicação de um supositório por via anal na noite anterior e a ingestão de bastante água duas horas antes do procedimento, que requer a bexiga cheia, para facilitar a emissão das imagens;

Biópsia de próstata – Este sim é o pior dos métodos, pois é invasivo e pode ser traumático, uma vez que se trata da extração de diversas amostras do tecido da glândula. Contudo, é exigido apenas em casos de forte suspeita da presença das células malignas, sugestionada pelas análises anteriores.

Inovação nos exames de próstata

Para alívio daqueles que suam frio apenas ao imaginar a necessidade de se submeter ao toque retal, uma boa notícia: a partir de 2015, um método inovador de diagnóstico, chamado inicialmente de EN2, poderá estar disponível

A novidade, que promete revolucionar os exames de próstata, consiste na análise de amostras de urina em busca de uma proteína conhecida como engrailed-2 (EN2), que a glândula produz quando infectada. Atualmente em fase experimental, o avanço foi anunciado em março deste ano, por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Surrey, Grã-Bretanha, que já dispõe de uma parceria com o laboratório britânico Rodox para a futura exploração comercial.

O objetivo é que o novo exame substitua o atual Antígeno Prostático Específico (PSA), já que testes preliminares indicaram que ele pode ser capaz de oferecer no mínimo o dobro de precisão. Enquanto o PSA tem conseguido diagnosticar entre 30% a 40% dos casos, estudos demonstraram precisão de até 70% em amostras analisadas via EN-2. Outras vantagens seriam a incapacidade de o método oferecer falsos diagnósticos positivos (evitando procedimentos invasivos e tratamentos desnecessários) e também uma possibilidade mais concreta de analisar a extensão dos danos já existentes.

Números

- Estima-se que, apenas em 2014, 12 mil brasileiros morrerão da doença, em função de diagnóstico tardio.

- O câncer de próstata é o 2º tipo que mais mata no país, ficando atrás apenas do câncer de pele não-melanoma.

- Estima-se que 1 em cada 6 homens terá a doença ao longo de sua vida.

- Em 2015, a estimativa é de que 69 mil novos casos sejam diagnosticados.

- A maior incidência de casos se concentra nos estados do Acre, Rondônia e Roraima.

- Quase 50% dos homens brasileiros nunca foi uma vez sequer ao urologista.

- Dentre os que frequentam o médico, metade vai por estímulo da esposa.

- Atualmente, são quatro os métodos adotados para exames de próstata: toque retal, Antígeno Prostático Específico (PSA), ultrassom transretal e biópsia da glândula.

- Nos países subdesenvolvidos, entre 3 e 4 a cada 10 pacientes da doença acabam morrendo; nos países desenvolvidos, essa proporção cai para 1 em 10.

- Quando detectado precocemente, através de exames de próstata, esse tipo de câncer tem entre 80% e 95% de chance de cura.

*Fonte: Campanha Novembro Azul – Instituto Lado a Lado Pela Vida.

O que é a próstata

Pequena, com dimensões equivalentes às de uma castanha, a próstata é uma glândula exclusiva dos homens, localizada na parte inferior do abdômen, abaixo da bexiga e frontal ao reto. É fundamental para a vitalidade e fertilidade masculina, pois cabe a ela a produção de aproximadamente 70% do líquido seminal liberado durante atos sexuais. Em condições normais, tem consistência firme e homogênea ao toque. Porém, quando suas células começam a se multiplicar ininterruptamente, configurando o câncer, torna-se mais dura.

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