Clínica Geral

26/08/2014 02:54 - Atualizado em 04/12/2016 06:20

Estudo sugere que esquizofrenia pode ter causas biológicas

Novas pesquisas apontam genes relacionados à esquizofrenia.

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Redação

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Publicado na revista Nature, um novo estudo sobre a esquizofrenia trabalha com a hipótese de que a doença pode ter causas biológicas. Essa é a maior pesquisa sobre esquizofrenia já feita no mundo. Através dela, especialistas acreditam que vão poder encontrar novos tratamentos para esse problema, que afeta mais de 24 milhões de pessoas.

esquizofrenia


Novos dados sobre a esquizofrenia

Cientistas de 35 países, coordenados pelos pesquisadores da Universidade de Cardiff, na Grã-Bretanha, examinaram a formação genética de 37 mil pessoas que sofriam com o problema. Essa formação genética desses pacientes foi comparada com os genes de indivíduos que não tinham a doença.

Desse modo, os especialistas fizeram uma descoberta. Eles encontraram cerca de cem genes que tornam as pessoas mais suscetíveis à doença, sendo que 83 desses genes nunca haviam sido identificados antes. Esses genes descobertos possuem envolvimento na transmissão de mensagens para o cérebro e desempenham funções no sistema imunológico.

Causa da esquizofrenia ainda é desconhecida

A esquizofrenia nada mais é do que um transtorno mental que dificulta determinadas funções, como distinguir o real do imaginário, pensar de forma lógica, desempenhar um comportamento adequado em certas situações e ter respostas emocionais normais diante de estímulos cotidianos.

Até hoje, muitos estudos são realizados sobre a doença, pois os médicos não sabem exatamente a sua causa. O que se sabe é que alguns fatores genéticos estão envolvidos nesse distúrbio.

Os sintomas da esquizofrenia são:

- Delírios

- Alucinações

- Comportamento hiperativo

- Apatia

- Incoerência em determinadas situações.

Quando procurar ajuda

A esquizofrenia é uma doença que normalmente aparece na adolescência. Ela pode, entretanto, surgir antes, na infância, quando a criança já tem mais de 5 anos. Nas mulheres, tende a começar mais tarde. Pessoas que já possuem o risco para essa doença podem acabar desenvolvendo o problema por questões ambientais.

Quando se tem os sintomas, o melhor é procurar um psiquiatria. Não existem exames que comprovem a doença. Só através de um diagnóstico do médico, é que será capaz de constatar o distúrbio.

Existe mais de um tipo de esquizofrenia. A doença pode ser paranoide (na qual o paciente se sente ansioso, achando que as pessoas estão tentando fazer mal a ele ou a seus familiares); desorganizada (quando o esquizofrênico tem um comportamento infantil e demonstra pouco as suas emoções); ou a catatônica (que é quando o individuo dificilmente responde às pessoas, faz caretas estranhas e não realiza quase nenhuma atividade).

Tratamento

A doença tem tratamento. Em casos extremos, algumas vezes é aconselhável internar o paciente, como forma de segurança. Mas com a exceção desses casos, o uso de medicamentos é a forma mais eficaz de controlar a esquizofrenia. Os remédios diminuem os sintomas, alterando o equilíbrio das substâncias químicas no cérebro do esquizofrênico.

Por enquanto, a esquizofrenia é uma doença para a vida toda. A maioria dos pacientes precisa se medicar, com a supervisão de um psiquiatria, de forma contínua.

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