Clínica Geral

21/09/2014 09:06 - Atualizado em 28/11/2016 10:08

Estrabismo não tratado pode evoluir para quadro de miopia

Quadro de estrabismo pode ser corrigido com cirurgia e exige atenção e cuidados.

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Redação

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Desvio ocular que pode causar danos físicos e psicológicos, o estrabismo é um problema que afeta quatro em cada 100 adultos. Esta doença apresenta-se em três formas: convergente – variação mais comum, caracterizada pelo deslocamento ocular para dentro; divergente, quando existe desvio para fora; e vertical, onde um dos olhos fica mais alto ou mais baixo do que o outro.

estrabismo

Os sintomas do estrabismo variam de acordo com o grau e compreendem dores nos olhos e de cabeça, por conta do esforço que as pessoas fazem para manter os olhos alinhados; torcicolo, considerando que para poder usar melhor os dois olhos, a pessoa estrábica acaba girando ou inclinando a cabeça em demasia; além de sonolência durante a realização de tarefas visuais como ler, assistir TV ou executar algum trabalho frente ao computador.

O estrabismo é um desvio hereditário irregular, ou seja, pode "pular" gerações ainda que esteja no gene da família. Existe ainda uma versão secundária do problema, em geral desencadeada por doenças como diabetes, hipertireoidismo e outras afecções neurológicas.

Cuidados com o estrabismo

Nas crianças até os oito anos, idade até onde o sistema ocular ainda se desenvolve, o uso de oclusor (tampão de olho) pode ajudar a estimular o olho afetado de maneira que o cérebro considere as imagens enviadas por este.

Vale lembrar que, quando afetado pela doença, o olho enxerga com menor senso de profundidade e o cérebro só interpreta uma imagem porque “ignora” a imagem recebida pelo olho com problema. O tampão não coloca o olho no lugar, mas é uma medida importante para preservar a visão do estrábico.

Estrabismo não é só questão estética

Tratada erroneamente como questão de estética apenas, a cirurgia de correção do estrabismo é fundamental para evitar a evolução para quadros de miopia e até mesmo de cegueira. Óculos corretores e exercícios ortópticos, que focam ao fortalecimento da musculatura do sistema ocular e à reprogramação das funções cérebro-visuais, são outras medidas aliadas.

Entre os agravos emocionais, a doença, como já listou a Universidade do Texas (Estados Unidos), pode interferir na interação social das pessoas, já que elas evitam falar em público ou olhando nos olhos e até mesmo ler, além de ter impactos na vida profissional, à medida que o estrábico considera suas chances de contratação e promoção nas empresas reduzidas por causa do problema.

No contexto social,o estrábico é, inegavelmente, alvo de piadas, que têm início na infância e o acompanham ao longo da vida, e isso certamente tem impacto na auto-estima.

Naturalmente, o ideal é que o estrabismo seja detectado por oftalmologista ou optometrista. Por isso, o Exame do Olhinho, realizado logo nos primeiros meses de vida da criança, é essencial. É a partir desta avaliação que se apontam esta e outras doenças graves como catarata e glaucoma congênitos, entre outras.

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