Clínica Geral

13/07/2014 11:00 - Atualizado em 02/12/2016 06:00

Esclerose múltipla conta com novo remédio gratuito. Veja este e outros tratamentos.

O fingolimode, que já estava sendo comercializado no país, passou a ser gratuito e pode ser adquirido através do SUS.

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Redação

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Desde o dia 1º de julho, os portadores de esclerose múltipla no Brasil contam com um novo medicamento oferecido de forma gratuita pela rede pública de saúde. Nesta data, a publicação de uma portaria do Ministério da Saúde liberou o fingolimode para ser oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Em todo o país, estima-se que mais de 35 mil pessoas sofram de esclerose múltipla, uma doença autoimune que afeta o cérebro e o sistema nervoso central. Ao seguir corretamente o tratamento, grande parte dos pacientes leva uma vida normal, sem reduzir a sua expectativa de vida.

 

Medicamentos para esclerose múltipla

esclerose-multiplaFoto: Shutterstock

Até a metade deste ano, a rede pública de saúde oferecia apenas três medicamentos para o tratamento gratuito da esclerose múltipla: o betainterferonas, o glatirâmer e o natalizumabe.

O fingolimode já vinha sendo comercializado no país, com autorização emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O remédio, no entanto, impacta em cerca de R$ 6 mil por mês no custo do tratamento.

A saída encontrada por muitos pacientes foi recorrer à justiça para receber o medicamento sem custos. Conforme estimativa da Associação Brasileira dos Portadores de Esclerose Múltipla, em todo o Brasil, 1.600 pessoas recebem o fingolimode judicialmente. Em maio, entidades já haviam cobrado a incorporação do fármaco na rede pública.

 

Outros tratamentos da esclerose múltipla

- Corticóides: os medicamentos corticóides são administrados, geralmente, por perfusão em um meio hospitalar, embora também possam ser aplicados por injeção intramuscular e por via oral.

- Interferons-b: trata-se de é uma proteína com propriedades antivirais e imunomoduladoras, que é injetada por via subcutânea. O medicamento é especialmente indicado para reduzir as fases de surtos que ocorrem na esclerose múltipla.

- Cinesioterapia: como o doente passa por frequentes distúrbios motores, a reeducação por cinesioterapia pode elevar a sua qualidade de vida. Em complemento, o médico pode prescrever baclofeno para diminuir a ocorrência de episódios espásticos.

- Vitamina D: há mais de 40 anos e com quase 4.000 estudos publicados, o tratamento da esclerose múltipla com altas doses de vitamina D vem sendo desenvolvido. Ela atua como um hormônio esteroide que controla 229 genes do corpo humano.

Apesar de toda a mobilização da classe cientifica quanto ao tratamento da esclerose múltipla com altas doses de vitamina D, o assunto ainda gera grande polêmica. Isto acontece porque há especialistas que argumentam que o tratamento não deve ser ministrado isoladamente, devendo ocorrer em conjunto com o uso de interferons.

 

Saiba mais sobre a esclerose múltipla

A esclerose múltipla é uma inflamação crônica com capacidade de destruir o sistema nervoso central entre 10 e 20 anos, se não tratada adequadamente.

Nesta doença autoimune, o sistema imunológico considera as células saudáveis como intrusas e gera um contra-ataque que provoca lesões no cérebro. Com isso, é corroída a bainha protetora que cobre os nervos, conhecida como mielina, tecido que envolve os filamentos que interligam os neurônios.

A  esclerose múltipla é resultado de um ataque dos linfócitos (glóbulos brancos) que passam a inflamar o sistema nervoso central por causas ainda não totalmente conhecidas. A doença é mais comum entre pessoas de 20 a 40 anos, mas pode afetar indivíduos de todas as idades.

Você conhece alguém que possui essa doença? Como esta sendo feito o tratamento? Quais são as partes e períodos mais difíceis na hora de lidar com a doença? Compartilhe um pouco da sua experiência.

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