Clínica Geral

07/01/2015 11:21 - Atualizado em 15/06/2016 12:12

Epidemia de Ebola se mostra menor do que se temia

Tipo de transmissão do vírus determinou que a epidemia de ebola acabasse menor que o estimado inicialmente.

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Redação

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Segundo dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde, o número de pessoas atingidas pela epidemia de ebola no mundo chegou a 20.656. Já as mortes em consequência do vírus somam 8,1 mil casos. Os números constam no primeiro balanço divulgado em 2015 pela entidade, em 5 de janeiro.

Embora as estatísticas sejam alarmantes, estudos sobre o ebola lançam novas formas de entender os rumos da doença. Realizada pelos pesquisadores Átila Iamarino, biólogo da Universidade de São Paulo e Sam Scarpino, do Instituto de Santa Fé, no Novo México, a análise aponta que a epidemia de ebola é menos agressiva do que indicavam as perspectivas iniciais.

epidemia de ebola

Como foi feito o estudo sobre a epidemia de ebola

Em Serra Leoa, local de maior incidência da doença, os cientistas investigaram o RNA (substância que determina as características hereditárias de uma célula) do vírus de 78 pessoas contaminadas no início da epidemia de ebola no país. Para desenvolver a pesquisa, consideraram também os casos não registrados (ocultos).

Os pesquisadores constataram que os casos não registrados superam 70% dos números oficiais, porém são menores que o percentual estimado, que seria de 250%. Outro dado que felizmente ficou abaixo das perspectivas diz respeito aos casos registrados na epidemia de ebola.

Para alivio dos órgão responsáveis por conter a doença, o número de afetados não chega nem perto dos 1,4 milhões estimados para janeiro de 2015 pelos Estados Unidos.

Transmissão se dá por rede de contatos

Os números iniciais eram elevados porque, até a publicação dessa pesquisa realizada na Universidade Yale (EUA), se pensava que o vírus ebola era espalhado de maneira que cada vítima contaminava mais duas pessoas. O estudo mostra que o ebola tem uma rede de transmissão do vírus e que, na maioria dos casos, não contamina aqueles fora do ambiente íntimo da pessoa.

Segundo os pesquisadores, omo a transmissão se dá por fluidos corporais, mesmo que o doente esteja dentro de um vagão de trem, só quem entrar em contato mais direto com a pessoa contaminada é que corre o risco de pegar a doença.

Grande parte das contaminações acontecem nos locais onde há um contato maior com a pessoa infectada. Hospitais, residências e até em funerais são os ambientes que favorecem a propagação da epidemia de ebola.

Epidemia de Ebola: Entenda a doença

Ebola é uma doença causada por um vírus. Os primeiros sintomas são dores de garganta e musculares, febre e muita fraqueza. Com o avanço da doença, os sintomas se tornam mais agressivos e pode ocorrer diarreia, vômito, hemorragia interna e externa.

O vírus atinge o ser humano a partir do contato direto com fluídos corporais contaminados, sangue ou por meio de ambientes contaminados. Devido ao contato direto que as pessoas têm com o corpo, até os funerais, se não for seguido nenhum protocolo de segurança, representa uma ameaça de contágio.

O diagnóstico rápido da doença é bastante difícil, pois o período de incubação varia entre dois dias e três semanas. Enquanto a secreção e o sangue contiverem o vírus, as pessoas ainda estão contaminadas. Há casos em que esses continuam no corpo até sete semanas após a recuperação.

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