Clínica Geral

20/10/2014 08:03 - Atualizado em 10/12/2016 12:52

Entenda quando um tumor é considerado câncer maligno

Presença de um câncer maligno pode ser confirmada com a observação em um microscópio.

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Redação

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O surgimento de um tumor nem sempre significa más notícias para a sua saúde. Para entender a diferença entre os tipos de tumores e identificar quando se trata de um câncer maligno, é preciso compreender a origem da doença, principalmente no que se refere à estrutura das células que formam o câncer.

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Origem na proliferação descontrolada das células

O organismo humano é formado por milhões de células que se renovam diariamente, em um processo natural conhecido como divisão celular. Há mecanismos de defesa responsáveis por controlar essa multiplicação, impondo limites e evitando complicações.

Quando, por vários motivos - sejam eles genéticos ou adquiridos por meio da exposição a fatores de risco - esse controle da divisão celular é comprometido, há o risco do desenvolvimento de um câncer.

O câncer, em seu termo mais genérico, compreende um conjunto de mais de cem doenças causadas justamente por essa proliferação descontrolada de células. A formação de um tecido anormal ao órgão, conhecido como tumor, é consequência da multiplicação desenfreada.

Para diferenciar um tumor maligno de um tumor benigno, é preciso analisar a estrutura das células detalhadamente.

Possibilidade de metástase diferencia o câncer maligno

Basicamente, a diferença entre um tumor benigno e um tumor maligno é a aparência e a estrutura interna das células que provocam a deformação. Enquanto os tumores benignos não possuem a capacidade de provocar metástases e não são nocivos ao organismo, os malignos são agressivos, podendo infiltrar outros órgãos.

A metástase caracteriza-se pela disseminação do câncer maligno presente em um órgão para outro, até então saúdavel. Isso acontece quando as células cancerígenas se desprendem do tumor primário e entram na corrente sanguínea ou no sistema linfático, originando um novo tumor em outra parte do corpo.

Não há perigo de um tumor benigno transformar-se em maligno, pois são processos totalmente diferentes, relacionados à estrutura interna das células. A única maneira de aferir com exatidão se existe um câncer maligno é por meio da observação do tumor em um microscópio. Alguns exames específicos também contribuem para compor o quadro clínico.

De acordo com o oncologista clínico Bruno Pozzi, os pacientes confundem-se muito com a nomenclatura associada aos diversos tipos de cânceres, a tal ponto que os médicos não costumam se aprofundar quando não há necessidade.

“O nome do câncer costuma ser bem complicado e ajuda muito pouco no entendimento do leigo, e até por causa disso não ficamos falando esses tipos de termos. Para o leigo, geralmente basta saber a origem da doença (se veio da mama, do cólon, pulmão, etc.) e não o nome e sobrenome da neoplasia”, diz.

Câncer maligno associado a fatores externos

O câncer maligno pode ser motivado por causas externas ou internas ao organismo, estando ambas relacionadas entre si. As causas externas dizem respeito ao meio ambiente, aos hábitos e costumes próprios, que variam muito de acordo com o ambiente social, cultural e de saúde.

As causas internas, por sua vez, relacionam-se à capacidade de defesa do organismo às agressões externas, estando ligadas a fatores genéticos. Os hábitos mais comuns para o surgimento da doença são:

- Alcoolismo.

- Tabagismo.

- Exposição à radiação solar.

- Alimentação inadequada.

- Ingestão de medicamentos.

A intensidade e o tempo de exposição das células aos agentes capazes de causar a doença é o que define o surgimento do câncer. Assim, o risco de uma pessoa desenvolver câncer de pulmão, por exemplo, é proporcional à quantidade de cigarros fumados por dia.

Então, já sabe como identificar se um tumor é ou não maligno? Participe do nosso debate sobre o tema no Facebook! 

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