Clínica Geral

04/08/2014 09:00 - Atualizado em 22/11/2016 12:21

Entenda o que causa a síndrome do pânico e como tratá-la

A síndrome do pânico costuma aparecer na fase adulta e pode atrapalhar a vida de quem sofre com o transtorno.

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Redação

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De um modo geral, todas as pessoas sofrem com algum tipo de angústia, ansiedade ou medo de que as coisas não vão dar certo. Porém, é preciso saber diagnosticar quando estes sentimentos tomam conta da pessoa e assumem o controle de suas ações. Quando eles aparecem de maneira muito forte, o paciente pode estar sofrendo de síndrome do pânico.

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A síndrome do pânico ainda é uma incógnita para a psicologia. Foto: Shutterstock

Doença costuma ter início na fase adulta

A causa da doença ainda é uma incógnita para os especialistas da área da psicologia. A genética pode ser um dos desencadeadores do transtorno. Pesquisas indicam que se um gêmeo tem síndrome do pânico, o outro terá a tendência de apresentar os sintomas da doença em cerca de 40% dos casos, embora boa parte das ocorrências aconteça sem que haja nenhum histórico de doenças deste tipo na família.

As mulheres são as principais vítimas da síndrome do pânico. O registro é de duas mulheres para cada homem que apresenta a doença. O início da vida adulta é quando, na maioria dos casos, o problema começa a se manifestar. Os compromissos e pressões do dia a dia e as situações de estresse do trabalho, da família e do casamento começam a se fazer mais presentes. A pessoa acaba por se sentir extremamente desprotegida e despreparada para lidar com este tipo de situação. 

Sintomas aparentes da síndrome do pânico

A sensação de que algo horrível irá acontecer a qualquer momento e o medo de morrer são os principais sintomas apresentados por quem tem síndrome do pânico. O coração fica muito acelerado, respirar se torna algo muito complicado e a pessoa acaba suando de forma excessiva.  Estes sentimentos deixam a pessoa com um mal-estar tão grande que ela começa a ter medo até de sentir aquilo novamente.

Lugares fechados ou grandes aglomerações de pessoas podem potencializar os sintomas da doença. Andar de avião é um dos grandes desencadeadores da síndrome do pânico. O paciente se sente totalmente desprotegido e impotente perante a situação e passa a enxergar um risco de morte iminente enquanto viaja. É importante lembrar que a simples sensação de angústia ou de medo em determinada situação não caracteriza o problema. A repetição constante e a desproporção destes sentimentos é que deve ser tratada.

Tratamento da síndrome do pânico

Alguns dos sintomas como as palpitações e a dificuldade para respirar fazem com que cardiologistas sejam procurados ao surgimento deles. Os ataques de pânico têm algumas características parecidas com os ataques cardíacos, por isso exames físicos e psicológicos são importantes para um diagnóstico mais preciso.

Se a sua ansiedade e medo de encarar as situações do cotidiano estão atrapalhando a sua vida e sua autoestima, não deixe de procurar ajuda profissional. A ação de medicamentos combinada com a terapia cognitivo-comportamental é decisiva para o controle da doença.

Enquanto os medicamentos agem diretamente no organismo, a terapia é importante para que o paciente que sofre de síndrome do pânico entenda e substitua os pensamentos que causam os sintomas. Assim a sensação de impotência é diminuída. A gravidade dos ataques de pânico também pode ser reduzida por dormir o suficiente, fazer exercícios físicos regularmente e ter uma alimentação saudável.

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