Clínica Geral

20/09/2015 04:11 - Atualizado em 01/12/2016 02:45

Entenda a esclerose lateral amiotrófica, doença de Stephen Hawking

Depois do desafio do balde de gelo, doença degenerativa ganhará pesquisa inédita.

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Redação

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Depois que o Ice Bucket Challenge (o desafio do balde de gelo) invadir as redes sociais, muita gente ficou se perguntando o que é a esclerose lateral amiotrófica (ELA). Considerada uma doença degenerativa, ela destrói os neurônios motores e ainda não tem cura.

Adultos de diferentes idades podem ter a doença. No entanto, a população entre 65 e 74 anos faz parte do grupo de maior incidência. Estudos mostram, também, que a ELA é mais comum entre homens (1,8 homem para cada mulher). Estima-se que existam 12 mil pacientes no Brasil.

stephen hawking esclerose lateral amiotrofica

O que é a esclerose lateral amiotrófica?

Progressiva, a ELA afeta os neurônios responsáveis pelos movimentos do corpo. Quando ocorre essa parada no envio dos impulsos ao cérebro, os músculos do portador tendem a enfraquecer e atrofiar.

A grande questão da esclerose lateral amiotrófica é que o raciocínio intelectual, a audição, a visão, o olfato e o paladar não são afetados. Ou seja, o indivíduo perde o controle muscular, mas permanece alerta ao que está ocorrendo.

O diagnóstico é bastante complicado, podendo levar cerca de 11 meses até que se confirme a doença. Ela pode inclusive levar à morte, em decorrência de problemas respiratórios.

O físico Stephen Hawking, de 72 anos, é um dos pacientes mais notórios da ELA. A história do cientista ganhou até mesmo as telas do cinema em 2014, no filme A Teoria de Tudo. O britânico descobriu a doença aos 21 anos. Indo contra as previsões nada positivas dos médicos da época, Hawking conseguiu sobreviver e se tornar um dos profissionais mais influentes do mundo.

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Estima-se que menos de 1% da população brasileira sofra com a ELA e, pelo seu diagnóstico difícil, acaba não sendo a primeira ideia de problema perante os sintomas. Os primeiros sinais da degeneração envolvem dificuldades para respirar, falar e se alimentar, além de perda do controle das mãos e dos pés.

Por ainda não haver cura, o tratamento busca retardar a evolução da esclerose lateral amiotrófica com uso de medicamentos. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o tratamento.

Estima-se que apenas 10% dos casos de ELA tenham origem genética. Ou seja, nem sempre alguém que tenha um membro da família com a doença virá a sofrer do mesmo problema. Um exame genético para identificar se o indivíduo possui o gene responsável pela enfermidade pode ser feito.

bill gates ice bucket challenge esclerose lateral amiotrófica

O desafio que comoveu o mundo

Pessoas dos quatro cantos do mundo entraram na onda do desafio do balde de gelo numa campanha de conscientização sobre a doença e arrecadação de fundos. As doações feitas serão investidas em uma pesquisa inédita, que contará com 15 mil pacientes de diferentes partes do globo.

A pesquisa terá a participação de 100 brasileiros. Uma parte do estudo será conduzida nos Estados Unidos e outra nos países que enviarão as amostras colhidas dos pacientes. Os pesquisadores buscam a cura do problema e o novo estudo é um passo à frente na busca deste objetivo.

Você participou do desafio do balde de gelo? Já tinha ouvido falar da esclerose lateral amiotrófica antes disso? Deixe seu comentário! E aproveite para conferir mais dicas de saúde e bem-estar aqui no Vivo Mais Saudável.

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