Clínica Geral

10/09/2014 04:33 - Atualizado em 03/12/2016 10:40

Droga adipotide é a nova estratégia para promover o emagrecimento

Ao agir no corpo e não do cérebro, adipotide pode ser menos agressiva para perder peso.

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Redação

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Para quem busca estar ligado nas novidades farmacêuticas do ramo do emagrecimento, surge uma droga desenvolvida por um brasileiros: estamos falando da adipotide, cujos efeitos consistem no ataque às células do tecido adiposo que suprem o sangue com gordura.

Adipotide: Opção contra o diabetes

Experimentos com a droga constataram que a adipotide reduziu a resistência à insulina, o que pode se comprovado a longo prazo. Isso a coloca como um possível fator interessante no tratamento de doenças como o diabetes tipo 2, que está relacionado ao ganho de peso.

adipotide

Mas, afinal de contas, o que isso representa? Os efeitos mostrados nos testes com a adipotide mostram que a droga é capaz de reduzir a gordura corporal, a gordura abdominal e ainda minimizar a sensação de fome.

Outra característica interessante relacionada ao uso da adipotide é que, ao contrário das principais medicações para emagrecimento existentes no mercado atualmente, a ação da substância se dá diretamente no corpo e não no cérebro.

Como a adipotide é utilizada

O medicamento é injetável (1 injeção diária foi a quantidade usada na pesquisa) e não age diretamente no cérebro, sendo, por isso, supostamente mais seguro do que os demais remédios comercializados até o momento.

É importante entender o que representa o fato do efeito da adipotide se dar diretamente no corpo, pois, atualmente, não é sabido ainda o que os remédios que agem na função cerebral causam a longo prazo.

Mas é sempre interessante lembrar que os efeitos colaterais são reais já no curto prazo, podendo causar dependência, complicações cardíacas, depressão, psicoses e graves problemas psiquiátricos.

Tudo isso acaba reforçando a necessidade de uma droga que não aja no cérebro, para que esses efeitos sejam minimizados. Por essa razão, ainda que não esteja liberada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a adipotide pode se tornar uma opção para que busca eliminar peso.

Não há emagrecimento fácil

O médico clínico com prática molecular e integrativa Adolfo Duarte alerta sobre o chamado emagrecimento fácil: não esquecer que o que “vem fácil, vai fácil”. “Se depositarmos toda a responsabilidade do emagrecimento em um medicamento, que tipo de aprendizado e desenvolvimento nós teremos?”, questiona.

“É óbvio que a nova medicação irá salvar vidas, principalmente de pacientes com obesidade mórbida, e impedirá muitas pessoas de realizar as ‘milagrosas’ cirurgias gastrintestinais com objetivos de emagrecimento”, completa. Para Duarte, é evidente que a inovação será útil mas deverá ser utilizada por realmente quem precisa.

O médico ainda alerta para a importância de um processo de emagrecimento com esforço e trabalho, aliando controle alimentar, exercícios físicos e uma reabilitação psíquica. Para ele, essa soma de fatores requer um número de vivências que levam o paciente a um grande crescimento pessoal.

“Quem pode emagrecer sem tanta pressa deve fazer disso uma oportunidade, um processo de aprendizado e ganho de autocontrole ímpar, cujos reflexos se farão evidentes em muitas outras áreas de sua vida. Ninguém engorda ‘de repente’ e o emagrecimento deve ser um processo com duração proporcional ao esforço que se aplica”, conclui.

Interessado nessa nova possibilidade de perder peso? Então deixe um comentário! E não esqueça de ficar ligado na nossa página no Facebook para receber todas as novidades do Vivo Mais Saudável.

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