Clínica Geral

14/06/2015 04:15 - Atualizado em 09/12/2016 05:51

Doença de Castleman pode causar problemas digestivos e respiratórios

Tratamento para a doença é complicado devido às poucas informações sobre terapias.

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Redação

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Caracterizada por um aumento excessivo do número de linfócitos, a doença de Castleman tem causas desconhecidas. A suspeita principal é que ela esteja relacionada com o sistema imunológico, já que grande parte dos pacientes mostra alterações significativas no sangue, principalmente em substâncias relacionadas a esse sistema.

Há também estudos iniciais que indicam uma associação da doença com a produção em excesso de proteína interleucina-6, que regula o funcionamento imunológico do organismo. Quando ela está em taxas elevadas, os linfócitos crescem e se dividem mais rápido, levando ao desenvolvimento da doença de Castleman.

Conheça mais sobre os sintomas e o tratamento dessa enfermidade.

Como se manifesta a doença de Castleman?

Existem diferentes tipos de manifestações da doença de Castleman. Em uma delas, é o vírus herpes humano 8, encontrado nas células B de linfonodos de pessoas com HIV, que leva à condição multicêntrica da doença. O vírus também é conhecido como sarcoma de Kaposi e faz com que as células infectadas produzam a interleucina-6.

doenca de castleman

A doença também pode se desenvolver no tórax ou no abdômen. Quando o linfonodo aumentado fica próximo à pele, é possível ver e sentir um edema. Se for interno, ele não é percebido, mas causa outros sintomas, como pressionamento da traqueia, problemas respiratórios, tosse, transtornos digestivos e dores abdominais.

Na manifestação multicêntrica da doença, quando mais de um grupo dos gânglios linfáticos é acometido, ela pode surgir na virilha, nas axilas, no pescoço e é comum ser vista ou sentida como nódulos na pele. Em algumas situações, pode afetar o tecido linfoide dos órgãos internos, como o fígado e o baço.

Entre os sintomas mais gerais da doença, estão febre, fadiga, perda de peso, perda de apetite, edemas na pele, vômitos, náuseas, sudorese à noite e outros problemas epiteliais.

Danos nos rins, lesões cardíacas e nervosas e problemas intestinais podem ser causados pela amiloidose, uma condição comum entre os pacientes com doença de Castleman, na qual as proteínas se acumulam nos tecidos do corpo. A manifestação multicêntrica da doença também pode provocar anemia, fraqueza e insuficiência respiratória.

Tratando a doença de Castleman

A forma localizada da doença é tratada geralmente com uma cirurgia para retirada do gânglio linfático prejudicado. No entanto, a manifestação multicêntrica impede a remoção de todos os gânglios comprometidos. Mesmo assim, a biópsia cirúrgica ainda é a melhor opção, pois remove a maior parte dos tecidos doentes, evitando uma proliferação maior.

Sem um tratamento padrão para todos os pacientes, já que nem todos se beneficiam da mesma forma, a doença de Castleman multicêntrica é considerada rara e não possui muitos estudos acerca dos meios de tratá-la. Geralmente, os médicos combinam métodos distintos para controlar a doença.

Corticosteroides, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia podem ser recomendados pelos especialistas em alguns casos mais graves. Os medicamentos antivirais, quando aplicados em pacientes soropositivos, costumam auxiliar no tratamento.

Aproximadamente 50% dos pacientes com a doença conseguem controlar sua manifestação. Porém, pessoas com HIV costumam não ter uma resposta tão eficiente ao tratamento. Os pacientes que não respondem bem podem ser submetidos a quimioterapias intensas e possível transplante de células-tronco.

Você já conhecia a doença de Castleman? Conte para nós. E aproveite para conferir mais dicas de saúde aqui no Vivo Mais Saudável.

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gânglios linfáticos
sistema imunológico
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quimioterapia

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