Clínica Geral

25/11/2015 06:00 - Atualizado em 07/12/2016 09:39

Doar sangue: um gesto que pode salvar várias vidas

A enfermeira Simone Fonseca, do Hemorio, responde questões sobre quem deseja ser um próximo doador.

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Redação

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O Dia Nacional de Doador Voluntário de Sangue está aí, comemorado em 25 de novembro, ressalta a importância do gesto. Você que deseja ser voluntário pode ter algumas dúvidas recorrentes e, por isso, a enfermeira Simone Fonseca, do Hemorio, vai esclarecer tudo o que você precisa.  

 

1. Como está a doação de sangue hoje no Brasil?

Nós temos uma queda por conta da mobilidade urbana e a violência que amedronta um doador para chegar ao Hemocentro. Além disso, muitas pessoas continuam com a situação clássica de doar quando um parente precisa. Hoje, apenas 1,8% da população doa sangue, precisamos de 3% a 5%. Se nós tivéssemos a cultura de doação, não teríamos problemas. Se todos doassem uma vez por ano, também não passaríamos por esse tipo de problema.

2. Quais são os tipos de sangue, e entre eles, os com menor número de doadores?

Nós precisamos de todos os tipos sanguíneos para ter um estoque estratégico. Em 2016, haverá Olimpíada e por isso precisamos de uma reserva por causa dos grandes eventos. Infelizmente o número de doadores ainda é pequeno.

3. Por que muitas pessoas ainda têm medo de doar sangue?

Mais por conta do desconhecimento e outros por medo da agulha. Grande parte dos doadores que temos é de repetição, justamente porque elas já doaram e notaram que é uma situação tranquila. Aqui nós trabalhamos com atividades educativas e programas que tentam transformar o cenário. No Brasil nós temos o projeto Clube 25 com a tentativa de mudar a cultura dos jovens.

4. Quais são os tipos de campanha?

Nós temos campanhas anuais, como na Semana da Mulher voltada ao público feminino. Para constatar, as mulheres doam muito menos do que os homens. E também existem campanhas no Dia Nacional do Doador de Sangue (25 de novembro) e Dia Mundial de Doador de Sangue (14 de junho).

5. Para onde vai o sangue doado?

O sangue doado vai para as unidades conveniadas com os hemocentros e, principalmente, para pacientes de doenças crônicas (leucemia, anemia), e pacientes que precisam fazer cirurgias eletivas (retirada de tumor, mioma, cirurgias ortopédicas). Nesses últimos casos, eles aguardam uma reserva de sangue porque caso ocorra intercorrência é preciso usar bolsa de emergência.

6. É possível doar sangue para pessoas de outro estado?

Não. A doação de sangue funciona localmente. O que pode ser feito é um cadastro em relação à medula por ser nacional. 

7. Quais são as etapas no dia da doação?

Na chegada ao Hemocentro, a pessoa apresenta documento de identidade com foto, faz um cadastro, e passa por uma triagem na qual um profissional de saúde avalia seu estado de saúde. Em condições, o doador passa por uma hidratação (reposição de líquidos). A doação dura de 12 a 15 minutos, e logo após a coleta, é oferecido um lanche.

Para doar sangue é preciso...

- Ter de 16 a 69 anos (Pessoas de 16 aos 18 anos precisam de um termo de consentimento e aos 61 só aqueles que já doaram alguma vez;

- Estar em boas condições de saúde e não ter DST (doenças sexualmente transmissíveis);

- Levar documento de identidade com foto;

- Ter uma alimentação saudável, sem muitos alimentos gordurosos, três horas antes da doação, e evitar fumar duas horas antes e depois da doação;

- Ter acima de 50 quilos.


Uma voluntária que perdeu o medo: Conheça Mariana Brugger

Aos 26 anos, a jornalista doou pela primeira vez no Hemorio, no Centro do Rio de Janeiro. “Já tinha tentado doar outras três vezes. Numa delas cheguei até a dar o nome, fazer o cadastro, mas como a minha pressão é baixa e eu estava visivelmente nervosa, as enfermeiras desaconselharam a doação”, relembra.

Em março desse ano, Mariana deixou o medo de lado e resolveu encarar a agulha. Um dos motivos para chegar a essa etapa foi a perda do avô. “Ele adoeceu e precisou de transfusão de sangue. Porém, os horários para doação no hospital eram muito restritos. E eu tinha medo, muito medo de doar e passar mal.”

Quatro meses depois, a jovem já está na expectativa para a próxima vez. “Quero doar muitas outras vezes sim. Estou só esperando dar o tempo que o corpo precisa para se recuperar. Fiquei muito satisfeita de poder ajudar tanta gente com tão pouco. Gastei 6 minutos da minha vida para salvar 4 vidas. Isso não tem preço! Não há medo que seja maior do que essa satisfação.”, confessa. 

 

Onde doar?

Rio de Janeiro 

São Paulo 

Minas Gerais

Goiás

Rio Grande do Sul

Bahia

Ceará

Brasília

Amazonas

Paraná

 

Saiba onde doar nas demais regiões do país:


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