Clínica Geral

21/10/2014 02:53 - Atualizado em 18/11/2016 09:11

Doar órgãos é atitude que pode salvar muitas vidas

Avisar a família é o primeiro passo para doar órgãos.

POR

Redação

  • +A
  • -A

A morte é um processo irreversível e talvez seja a única certeza absoluta da vida. Afinal, para morrer, basta estar vivo. Mas o fim de uma vida pode ser responsável pela manutenção de outra. Ou melhor: outras. Pelo menos dez pessoas podem ser beneficiadas por um único doador de órgãos. O que muita gente não sabe é que doar órgãos em vida também é possível, desde que algumas exigências sejam cumpridas.

Avisar a família é o primeiro passo para doar órgãos

Se você entende que não há sentido em preservar órgãos que poderiam salvar outras vidas após sua morte, a única atitude que precisa tomar é avisar os seus familiares. Não é necessário deixar algum tipo de autorização por escrito.

É importante entender que a doação não interfere na aparência do corpo e não exige adaptações em um possível velório. Se a família não fizer questão de informar, as outras pessoas não saberão que os órgãos foram doados.

doar-orgaos

A opção por doar órgãos é um gesto de extrema solidariedade, pois significa colocar-se no lugar de outra pessoa e ajudá-la a sobreviver sem cobrar nada por isso. Embora algumas pessoas tenham receio em virtude da religião, é importante dizer que nenhuma instituição religiosa se opõe à doação, até porque todas elas pregam o amor ao próximo como uma forma de conduta.

Morte encefálica é condição para doar órgãos

Os órgãos são passíveis de serem doados quando ocorre a morte encefálica, em decorrência, na maior parte dos casos, de um traumatismo craniano - que pode ser provocado por quedas ou acidente de carro - ou de um acidente vascular cerebral (derrame).

A morte encefálica é a morte do cérebro, incluindo tronco cerebral, que desempenha funções vitais como o controle da respiração. Quando isso ocorre, não há como evitar a parada cardíaca. Embora o coração ainda continue batendo, a pessoa acometida pela morte cerebral não consegue respirar sem os aparelhos, e o coração não baterá por mais de algumas poucas horas. Deve-se tomar cuidado para não confundir o conceito de morte encefálica com o coma, pois, enquanto o coma é um processo reversível, a morte cerebral é definitiva.

O diagnóstico da morte encefálica é realizado por meio de exames específicos e pela avaliação de dois médicos distintos. Além disso, é obrigatória a confirmação por, pelo menos, um dos seguintes exames: cintilografia cerebral, angiografia cerebral, ultrassom com doppler transcraniano ou eletroencefalograma.

Doação em vida também é possível

A doação de órgãos por parte de pessoas vivas é possível, desde que o procedimento não afete a pessoa doadora. A legislação brasileira permite a doação de órgãos entre parentes até o quarto grau. Para casos fora desse grau de parentesco, é necessário uma autorização judicial. Os órgãos e tecidos que podem ser doados em vida são:

- Rim

- Medula óssea

- Pâncreas

- Fígado (apenas parte do órgão, em torno de 70%)

- Pulmão (apenas parte do órgão, em situações excepcionais).

Existem algumas restrições no perfil de quem deseja doar, que visam a assegurar a saúde de ambos os interessados. Assim, não podem doar órgãos em vida os pacientes portadores de insuficiência orgânica que comprometa o funcionamento dos órgãos, os portadores de doenças contagiosas transmissíveis por transplante e os pacientes com infecção generalizada ou insuficiência de múltiplos órgãos e sistemas, entre outros casos mais específicos.

E aí, curtiu nossas dicas? Então deixe um comentário! E não esqueça de acompanhar nossa página no Facebook para receber todas as novidades do Vivo Mais Saudável.

TAGS
saúde
doação de órgãos

Comentários

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

SERVIÇOS PARA VOCÊ