Clínica Geral

03/02/2016 11:12 - Atualizado em 29/11/2016 01:57

Disseminação do zika vírus é considerada epidemia internacional

Organização Mundial da Saúde decretou situação de emergência em saúde pública.

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Redação

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Após a disseminação acelerada do zika vírus, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou situação de emergência em saúde pública internacional. A doença, ligada ao aumento dos casos de microcefalia em bebês, já se espalhou para pelo menos outros 24 países.

A decisão foi anunciada durante o painel de emergência que reuniu vinte especialistas e diplomatas em Genebra, na Suíça. Anteriormente, a OMS já havia anunciado que o vírus se propagava em “proporções alarmantes”.

disseminação do aedes aegypti

Disseminação do zika leva a estado de emergência

A OMS já havia decretado em três outros momentos o estado de emergência global diante uma epidemia por vírus. Os episódios anteriores envolveram a gripe H1N1, a poliomielite e o ebola.

Segundo a organização, o estado de emergência pública internacional é considerado um evento extraordinário, em que há risco de disseminação da doença para outros países. Em casos assim, é necessário que ocorra uma ação coordenada entre a comunidade internacional para o controle e o combate ao problema.

De acordo com dados da OMS, a prioridade neste momento é investigar os casos do zika vírus e as suas consequências, além de controlar o mosquito transmissor, o Aedes aegypti.

A entidade também explicou que um dos principais motivos para o estado de emergência pública internacional é o estímulo a pesquisas sobre a real relação entre o zika vírus e os casos de microcefalia. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento de vacinas e de diagnósticos mais precisos.

Até o momento, o Brasil é o país mais afetado pelo vírus. Segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde, entre outubro de 2015 e janeiro de 2016, foram registrados 4.180 casos suspeitos de microcefalia, embora alguns já tenham sido desconsiderados. Em 2014, houve apenas 147 malformações desse tipo no país.

Sobre o zika vírus

A disseminação do zika vírus ocorre por meio do mesmo mosquito transmissor da dengue e da chikungunya. De modo geral, ele é assintomático e não causa grandes problemas para a saúde. Quando há sintomas, os mais comuns são manchas vermelhas, febre e dores musculares, que tendem a desaparecer naturalmente.

No entanto, as gestantes são o público de risco, pois estudos revelam a relação entre a doença e a microcefalia, uma malformação do crânio que compromete o desenvolvimento do bebê ao longo de toda a vida.

Como medidas de precaução, devem-se eliminar os focos de água parada, como caixas d'água, vasos de plantas, pneus ou garrafas destampadas. Além disso, a orientação à população, especialmente para as grávidas, é fechar a casa, vestir roupas longas e utilizar repelente.

A OMS afirma que não deve haver imposições sobre restrições de viagem aos países afetados pelo vírus. No entanto, a indicação é, quando possível, adiar os planos.

De acordo com o ministro brasileiro da Saúde, Marcelo Castro, a epidemia de microcefalia "é o problema número 1 do país e não faltarão recursos para combater o zika vírus".

O que você pensa sobre a decisão da OMS? Deixe um comentário! E continue acompanhando as dicas de saúde do Vivo Mais Saudável.

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