Dra. Jaqueline Scholz Issa

ESPECIALIDADE

Cardiologia

ONDE ATENDE

Rua Apinajés, 1.100, conj. 1.110

  • (11) 3675-2629

Dra. Jaqueline Scholz Issa

Apresentação

Diretora do Programa Ambulatorial de Tratamento ao Tabagismo - Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

O que Trata

Tratamento ao Tabagismo.

Formação Acadêmica

Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto.

Cargos e Títulos

Residência em Clínica Médica HC - FMUSP e Cardiologia INCOR HC - FMUSP Pós Graduação: Administração Hospitalar - Fundação Getulio Vargas/PROHASA Doutorado em Cardiologia pela Faculdade de Medicina da USP

Clínica Geral

08/09/2014 06:00 - Atualizado em 02/12/2016 10:39

Dicas práticas de como vencer o cigarro no dia a dia

É importante saber dos sintomas comuns no período de abstinência da nicotina, mudar hábitos, estar motivado e procurar orientação especializada se preciso.

POR

Dra. Jaqueline Scholz Issa

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Pense que é possível! Basta começar

1. Vencer a abstinência do cigarro é o maior desafio daqueles que desejam parar de fumar. O que ocorre no organismo para explicar todos os sintomas deste processo?

O fumante tem que vencer sintomas como irritabilidade, ansiedade, a fissura (desejo intenso de fumar), mal humor, falta de concentração, fome excessiva, sonolência excessiva ou insônia. A intensidade dos sintomas pode variar de leve, moderada a intensa. Motivação pode ajudar. Além disto, o fumante deve entender que será necessário mudar hábitos e comportamentos que adquiriu ao longo dos anos fumando.

O cérebro do fumante é modificado pela ação da nicotina, que ativa vários circuitos cerebrais, que com o passar do tempo, necessitam de nicotina para funcionar. Por esta razão, quando o fumante interrompe abruptamente o cigarro, o cérebro sente a falta da nicotina e surgem os sintomas de abstinência. A motivação para parar de fumar pode exercer papel fundamental em diminuir os sintomas de abstinência. Além disto , o uso de medicamentos para tratar sintomas da abstinência a nicotina (medicação antitabaco) também pode ajudar e, muitas vezes, pode ser necessário.

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2. Cigarros eletrônicos, adesivos, medicamentos. Eles são bons ou ruins para ajudar a deixar o vício da nicotina e por quê?

O cigarro eletrônico não é considerado uma forma de tratamento do tabagismo, porque ele pode manter o indivíduo viciado em nicotina. Ou seja, o indivíduo pode continuar dependente deste produto.

O tratamento com adesivos e gomas de nicotina, quando usados na dose e na forma correta, ajuda os fumantes a diminuir os sintomas de abstinência. Eles são vendidos nas farmácias e não precisam de receita médica. Basta o fumante seguir as orientações da bula e ler com atenção as contraindicações. O fumante que usa este tipo de tratamento para parar de fumar, raramente fica viciado nesses produtos. A dose de nicotina  vai sendo reduzida progressivamente com as semanas de uso e o cérebro do fumante vai se adaptando a funcionar sem nicotina.

3. De acordo com o paciente, como é definido o melhor tratamento?

Muitas coisas interferem na escolha da estratégia para parar de fumar. Estar motivado e determinado ajuda muito a superar as dificuldades e parar de fumar. Muitas vezes as mudanças dos hábitos, das rotinas e condicionamentos são suficientes para fazer um fumante parar de fumar.

Por outro lado, o fumante que percebe muita dificuldade em parar de fumar apenas mudando hábitos e rotina deve procurar por tratamento médico do tabagismo. O médico, ao avaliá-lo, poderá prescrever medicamentos mais adequados. A prescrição considera: tempo de tabagismo, tentativas prévias de parar de fumar, quantos cigarros fuma e em que cirscuntâncias o fumante precisa fumar. É elaborada então uma estratégia individual que pode incluir remédios como bupropiona e vareniclina.

Também é importante o médico avaliar como anda o humor do fumante. Se ele este deprimido ou não, se já teve depressão ou distúrbios da ansiedade anteriormente. Tudo isto vai ser considerado na hora de elaborar a melhor estratégia de tratamento do tabagismo.

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4. Quais são os sintomas comuns de cada etapa do tratamento e como o paciente pode contorná-los ou amenizá-los?

Os sintomas mais comuns nas primeiras semanas sem fumar são:

Fissura (desejo intenso de fumar), irritabilidade, falta de concentração, nervosismo, ansiedade, fome excessiva. Esses sintomas podem durar de 4 a 12 semanas, e são mais intensos na 1ª e 2ª semana.

Mudar hábitos, rotinas e condicionamentos ajuda a superá-los, bem como, beber água, usar alimentos pouco calóricos, sair para caminhar, conversar com amigos também é importante.

Se isto não for suficiente, o fumante deve considerar procurar ajuda médica, pois certamente, as chances de se conquistar uma vida livre do cigarro aumentam.

5. O Vivo Mais Saudável acaba de lançar o serviço Vivo Sem Fumar do qual a Sra. participou como cardiologista e especialista em tabagismo: Quais foram as maiores preocupações no desenvolvimento deste serviço?

Tentar motivar o fumante a ter vontade de parar de fumar, reforçando a importância e benefícios de uma vida sem cigarro. 

Ensinar como mudar rotinas e condicionamentos que fazem com que queira fumar, além de orientar as melhores estratégias para vencer a fissura.

Fazer o fumante perceber se é necessário e importante procurar por ajuda médica para vencer a dependência da nicotina.

Identifique situações do dia a dia e veja como evitar recaídas!

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