Clínica Geral

12/06/2014 09:00 - Atualizado em 01/01/2017 05:25

DiCaprio é um dos famosos que adotaram o cigarro eletrônico. Será que funciona?

Cigarro eletrônico se anuncia como opção menos prejudicial à saúde do fumante.

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Redação

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No Golden Globes de 2013, o ator Leonardo DiCaprio foi flagrado fumando durante a cerimônia. Um olhar de perto revelou que ele estava usando um cigarro eletrônico. Proibido no Brasil e restrito em diversas partes do mundo, o cigarro eletrônico se anuncia como uma alternativa menos prejudicial à saúde dos fumantes. Mas será que funciona mesmo?

Conheça o cigarro eletrônico

Foto: Shutterstock

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No Brasil, ainda é novidade - e proibida por lei. Nos Estados Unidos e na Europa, contudo, o cigarro eletrônico já atingiu um número elevado de adeptos - e não apenas entre atores famosos. Desenvolvido por chineses em 2003, o produto ultrapassou no ano passado a marca de 1 bilhão de dólares (aproximadamente 2,25 bilhões de reais) em vendas.

Apesar de existir há mais de uma década, o cigarro eletrônico ainda gera muitas dúvidas. A principal vantagem anunciada pelos fabricantes do cigarro eletrônico em relação ao modelo tradicional é a ausência dos mais de 7 mil compostos químicos, dentre eles muitos cancerígenos. Com apenas nicotina líquida, os responsáveis pelos e-cigarettes afirmam que se pode obter a mesma satisfação do cigarro normal sem inalar os outros componentes indesejáveis que ele contém.

Como funciona o cigarro eletrônico

O cigarro eletrônico constitui-se de uma cápsula na qual se coloca o refil de nicotina líquida, uma bateria de lítio e um filtro de plástico. Ao tragar, a bateria ativa o aparelho para aquecer o líquido e vaporizar a nicotina. Como essa dose de nicotina pode ser diminuída com o passar do tempo, o e-cigarette poderia ajudar quem quer parar de fumar. O indivíduo mantém o hábito do fumante, que pode ser quase tão forte quanto o vício em nicotina, mas sem todos os malefícios do cigarro comum. 

Além de ser livre de tabaco, o cigarro eletrônico tem a vantagem de ser mais econômico para quem fuma bastante, já que são utilizados refis. Outro aspecto interessante são os sabores diferentes, como tabaco, menta, café e frutas. Também são oferecidos refis sem nicotina, que seriam o último passo para quem deseja parar de fumar.

A ausência de fumaça torna controversa a proibição de fumar - na verdade, vaporizar - o cigarro eletrônico em locais públicos. Na França, já foram feitos protestos contra a possível proibição e os principais argumentos são de que o vapor não prejudica os outros.

Cigarro eletrônico e a saúde

O maior problema é que os cigarros eletrônicos carecem de regulamentação. Ainda hoje, mais de 10 anos depois de sua introdução no mercado, faltam padrões específicos para determinar a composição da nicotina líquida e dos aparelhos. Apenas neste ano a Food and Drug Administration (FDA), agência que regula alimentos e drogas nos EUA, anunciou uma proposta para controlar a venda e a divulgação do cigarro eletrônico. Segundo a FDA, ainda não são conhecidos os potenciais riscos do e-cigarette, quanta nicotina e outros químicos prejudiciais à saúde se encontram na droga e se há de fato benefício ao usar esse tipo de produto em relação a cigarros normais.

De qualquer forma, é importante saber que a nicotina líquida contida no cigarro eletrônico é extremamente tóxica e deve ser manipulada com cuidado. Se ingerida na forma líquida, pode ser letal. Nos EUA, o número de chamadas de emergência de envenenamento por líquidos com nicotina subiu bruscamente entre setembro de 2010 e fevereiro de 2014, de um para 215 casos por mês. Por isso, a Organização Mundial da Saúde recomenda que não se consuma o cigarro eletrônico até que se tenha uma adequada regulamentação sobre o produto.

No Brasil, a comercialização do cigarro eletrônico está proibida por meio da Resolução de Diretoria Colegiada da Anvisa, RDC 46, de 28 de agosto de 2009.

Você acha que o cigarro eletrônico é um aliado ou um vilão para quem quer parar de fumar? Diga-nos o que você pensa sobre o assunto! 

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