Clínica Geral

26/06/2014 09:00 - Atualizado em 28/11/2016 11:36

Diagnóstico precoce do melanoma é essencial. Conheça os sinais

Melanoma é um câncer de pele raro e, muitas vezes, fatal.

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Redação

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O melanoma é um tipo de câncer de pele raro e, muitas vezes, fatal. Por isso, seu diagnóstico precoce é essencial para o tratamento.

O que é e como evitar o melanoma

Foto: ShutterstockFoto: Shutterstock

Todo mundo sabe que ficar exposto ao sol sem a proteção de um filtro solar pode trazer doenças como o câncer de pele. Só que, mesmo assim, muitos não se previnem, por achar que esse tipo de câncer tem pequeno risco.

Um descuido desses pode ser altamente prejudicial caso você seja acometido pelo melanoma. Ele é um câncer que tem origem nos melanócitos – células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele – e corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil. Embora a sua ocorrência corresponda a apenas 4% dos tumores malignos que podem surgir na pele, o seu caso é o mais grave, pois ele implica em alta possibilidade de metástase – quando uma nova lesão tumoral é formada a partir de outra.

Apesar disso, o prognóstico do melanoma pode ser bom quando ele é detectado na sua fase inicial. Ainda assim, alguns números assustam. Em 2012, por exemplo, foram 6,2 mil novos casos (sendo 3,1 mil homens), com 1,5 mil mortes (842 homens). Caso o diagnóstico não seja precoce, são altas as chances do melanoma se espalhar para outras partes do corpo.

Antes de pensar no tratamento, lembre: os principais cuidados para prevenir o melanoma são evitar o sol das 10h às 17h e aplicar regularmente o filtro solar – mesmo no inverno ou quando estiver nublado e usar chapéu e bonés. A proteção contra o sol nunca é demais.

Causas do melanoma

O desenvolvimento do melanoma está relacionado com a exposição ao sol ou à radiação ultravioleta. É mais comum em pessoas de pele e olhos claros e cabelos loiros ou ruivos e a chance de aparecer aumenta conforme a idade avança – mas pode afetar também jovens perfeitamente saudáveis.

Os riscos aumentam para quem vive em locais de clima quente ou altas altitudes, com exposição prolongada à luz solar, em quem teve queimaduras de sol durante a infância, em quem tem parentes próximos com histórico de melanoma, com exposição a produtos químicos como arsênico, com o sistema imunológico enfraquecido ou com a presença de pintas ou marcas de nascença.

O melanoma geralmente é marrom ou preto, pois a maioria de suas células produz melanina. Apesar disso, alguns podem ser pigmentados com a cor rosa, bege ou branco. A doença pode se desenvolver em qualquer parte do corpo, mas os locais mais propensos são o tronco (no caso dos homens), as pernas (no caso das mulheres), o pescoço e o rosto. 

Como identificar o melanoma

O melanoma costuma se apresentar na forma de manchas ou nódulos. O tumor pode se desenvolver por cima de uma pinta pré-existente – mas às vezes pode surgir sozinho e ir aumentando aos poucos. As características típicas são assimetria, bordas irregulares, coloração e diâmetro superior ao fundo de um lápis. Coceira, sangramento e inflamação podem ser alguns sintomas. 

Se você observar um sinal suspeito, procure já um médico. Ele primeiro observará a aparência da formação. Para confirmar o diagnóstico, poderá realizar a biópsia, retirando uma pequena parte do possível tumor para análise. Com o diagnóstico confirmado, são feitos exames de tomografia computadorizada e Raio X para averiguar se o câncer se espalhou.

O tratamento envolve a remoção cirúrgica das células de pele com câncer e parte do tecido que a cerca. Se o tumor atingiu os linfonodos próximos, eles também devem ser removidos. A quimioterapia pode ser parte do tratamento para pacientes cujo melanoma se espalhou para outros órgãos.

Você conhece alguém que já sofreu esse tipo de câncer? Como foi a forma que ela descobriu? Conte-nos se você tiver alguma outra informação importante para outros leitores.

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