Clínica Geral

04/02/2015 08:22 - Atualizado em 04/12/2016 12:34

Descubra se o cigarro eletrônico faz mal e combata o vício

Pesquisadores norte-americanos estudaram o dispositivo para verificar se cigarro eletrônico faz mal.

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Redação

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Apontado como aliado na luta para abandonar o vício de fumar, o cigarro eletrônico faz mal. Pelo menos é o que indicam estudos de pesquisadores da Universidade de Portland (EUA) publicados em janeiro, no New England Journal of Medicine. Segundo eles, o artefato pode ser de cinco a quinze vezes mais cancerígeno que o cigarro comum.

cigarro eletronico faz mal

Quando aquecido à temperatura máxima e profundamente aspirado, o cigarro eletrônico faz mal por produzir formaldeído (conhecido como formol), que é rapidamente absorvido pelo organismo.

Para saber o quanto o cigarro eletrônico faz mal, os cientistas analisaram o líquido que é utilizado nesses dispositivos. Eles verificaram, com uma máquina, como ocorre a inalação do vapor dos cigarros eletrônicos de baixa e de alta tensão.

Cigarro eletrônico faz mal a longo prazo

O resultado da pesquisa é que, quando o dispositivo aquece o líquido numa tensão de cinco volts, o formaldeído é produzido numa taxa cinco vezes maior que a do cigarro normal. Caso o fumante inale, por dia, cerca de 3ml do líquido nessas condições, absorverá cerca de 14mg de formaldeído. Ou seja, quase cinco vezes mais que quem fuma um cigarro comum.

Essa matemática aumenta, a longo prazo, de cinco a 15 vezes o risco de câncer naqueles que optam pelo cigarro eletrônico.

Porém há quem não concorde que o cigarro eletrônico faz mal. Peter Hajek, diretor da divisão de tabagismo da Faculdade de Medicina de Londres, afirma que o líquido superaquecido não é inalado, pois o sabor é bastante desagradável. Isso indica que ele só é absorvido antes de se transformar na substância altamente cancerígena.

Cigarro eletrônico faz mal: Alternativas ao vício

O tabagismo é responsável por 30% das mortes causadas por câncer e 90% dos óbitos do câncer de pulmão. Isso coloca o fumo no topo das causas de doenças evitáveis. Se o cigarro eletrônico faz mal ou não, o que não se pode esquecer é que há outras alternativas para combater a dependência e aumentar a qualidade de vida.

A yoga, por exemplo, pode ser associada a um método clínico para parar de fumar. Muitos usam o cigarro como válvula de escape para o estresse da vida moderna e, para esses casos, a meditação é uma ótima alternativa.

Além de amenizar o estresse, a prática alivia sintomas de doenças causadas pelo cigarro - como as respiratórias -, melhora dores nas costas e, para os que temem engordar após largarem o vício, auxilia na perda ou na manutenção do peso.

O chiclete de nicotina, em uso contínuo com os adesivos, é um dos métodos de terapia de reposição de nicotina mais utilizados no combate ao fumo. Embora, tal qual o cigarro, o chiclete alivie os sintomas da abstinência por alguns minutos, ele ajuda na diminuição gradual da nicotina, até ela ser eliminada por completo da vida do fumante.

Independentemente do método utilizado, o acompanhamento de um profissional de saúde se faz necessário para que o processo de parar de fumar seja permanente e com menos sofrimento. Afinal, abandonar o vício é bastante difícil.

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tabagismo
dependência
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