Clínica Geral

05/03/2016 12:00 - Atualizado em 08/12/2016 07:15

Descubra se a sua receita de repelente natural funciona

Repelentes à base de plantas podem dar certo, mas costumam ter duração curta.

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Redação

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Em época de zika vírus, dengue e chikungunya, doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, toda proteção contra o mosquito nunca é demais. O que não vale é apostar todas as fichas em um produto que não garanta segurança contra a picada. Um repelente natural e caseiro pode parecer uma ótima ideia, mas será que ele realmente funciona?

Numa rápida pesquisa na internet, é possível encontrar várias receitas de óleos que, passados nas partes expostas do corpo, supostamente repelem os mosquitos. Geralmente, o repelente natural é preparados com algum desses ingredientes: cravo-da-índia, óleo de amêndoas, óleo de eucalipto, andiroba e citronela.

repelente natural limão com cravo

Repelente natural realmente funciona?

Sim. Quando são preparados corretamente e com os ingredientes certos, os óleos naturais podem ajudar a repelir os mosquitos. Não é à toa que algumas plantas são usadas desde os primórdios da humanidade para esse fim. Mas isso não quer dizer que sejam tão eficazes quanto os produtos que compramos na farmácia.

No artigo "Repelentes de insetos: recomendações para uso em crianças", elaborado por médicos do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da USP, a questão é elucidada: “Os óleos naturais têm sido usados por séculos, com eficácia razoável. Em geral, são altamente voláteis e, portanto, com efeito de curta duração”, diz o texto.

O trabalho, no entanto, faz menção ao óleo sintético de eucalipto-limão, que teve o seu princípio ativo, o p-menthane-3,8-diol (PMD), isolado. “Em concentração de 30%, é comparável ao DEET (um tipo de repelente químico) 20% e confere proteção de até cinco horas, sendo o mais recomendado dos óleos naturais”, pontua o estudo.

Repelentes químicos são mais eficazes

Apesar de algumas receitas de repelente natural funcionarem bem, o mais seguro ainda é usar um produto com componentes químicos. Eles são divididos em três grupos:

DEET

È o mais usado e o mais recomendado dos repelentes. Quanto maior a concentração do produto na pele, mais longa é a sua duração.

Icaridina ou KBR 3023

Entre seus componentes, está um princípio ativo derivado da pimenta. É um repelente relativamente recente, que oferece ação prolongada.

IR 3535 

O repelente é semelhante na eficácia e na duração à Icaridina. A diferença é que o IR 3535 é considerado o tipo mais seguro para gestantes. Vale lembrar que os repelentes químicos não são recomendados para crianças com menos de dois anos.

Evite o Aedes aegypti em todas as frentes

Tanto o repelente natural quanto o químico são importantes instrumentos de prevenção contra o mosquito, porém não garantem 100% de segurança. É bom lembrar que há fatores que podem interferir na eficácia dos produtos, como a predisposição individual, de acordo com substâncias exaladas pela pele, e fatores de risco como lesões cutâneas, clima, odor, ingestão de álcool e fragrâncias florais.

Para evitar ser picado pelo mosquito que transmite a dengue, a chikungunya e o zika vírus, você precisa de outras medidas preventivas. Elas são conhecidas, mas não custa nada reforçar: não deixe acumular água parada em garrafas, pneus, vasos, caixas d’água e outros; evite o contato com pessoas com febre e infecção; não tome remédios sem orientação médica.

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