Clínica Geral

24/10/2014 07:57 - Atualizado em 19/06/2016 05:35

Cura do câncer: Como é a vida após a descoberta da doença

Diagnóstico precoce é essencial para a cura do câncer.

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Redação

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A ciência ainda não descobriu a cura do câncer de forma definitiva e que possa ser aplicada com certeza de sucesso no conjunto de mais de cem doenças causadas pela proliferação descontrolada de células, mas isso não significa que é impossível se livrar do problema.

O tratamento é um processo difícil não apenas para o paciente, mas também para os familiares e a equipe médica envolvida. As chances de sucesso podem variar muito mesmo em casos semelhantes, dependendo de fatores como o tipo de tratamento, estágio do tumor e idade do paciente, entre outros.

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Diagnóstico precoce é a principal arma na cura do câncer

A eficácia do tratamento contra o câncer está diretamente relacionada ao rápido diagnóstico da doença. Quando antes se der a descoberta, maiores serão as chances de cura. Se o diagnóstico for feito de forma tardia, os índices de sucesso acabam diminuindo, e aumenta a possibilidade de surgirem complicações para o organismo.

No que diz respeito ao câncer de mama, por exemplo, as chances de sucesso no tratamento podem chegar a 90% se a doença for descoberta ainda em estágio inicial. Isso significa que, tão importante quanto cultivar hábitos saudáveis - desde a alimentação até o sono, incluindo a prática regular de atividades físicas -, é realizar exames periódicos e manter-se atento ao surgimento de possíveis sintomas.

Tratamento para a cura do câncer

Realizado o diagnóstico, existem basicamente cinco principais modalidades de tratamento para alcançar a cura do câncer:

Cirurgia: consiste na remoção do tumor por meio de intervenção cirúrgica, e tem índices de sucesso relativamente altos quando a operação se dá na fase inicial da doença.

Quimioterapia: o tratamento utiliza quimioterápicos para destruir as células tumorais. A ação atinge também tecidos saudáveis do organismo, o que pode provocar efeitos colaterais.

Radioterapia: a radioterapia é semelhante à quimioterapia, com a diferença de que a ação fica restrita à área do tumor que se pretende curar. É o tratamento mais utilizado quando a intervenção cirúrgica não é possível.

Hormonioterapia: impede a ação dos hormônios responsáveis pela proliferação das células cancerígenas. A técnica é utilizada principalmente no tratamento do câncer de mama e do câncer de próstata.

Terapia alvo: o tratamento utiliza drogas que agem contra alvos específicos de determinadas proteínas. Geralmente, os remédios são ministrados via oral.

Cura só depois de 5 anos do fim do tratamento

De acordo com o oncologista clínico Bruno Pozzi, o conceito de cura do câncer implica análise ampla e nem sempre é definitivo “Dá-se o título 'curado' para o paciente que sobreviveu cinco anos sem doença após o fim do tratamento", explica o médico. "Esse tempo é algo arbitrário, pois nunca ninguém está isento de riscos, seja ele um câncer que ‘volta’, ou uma doença ‘nova.’ Basta estarmos vivos para termos chance de adoecer, é o que digo aos meus pacientes. No lado positivo, sabemos que estatisticamente após 5 anos o risco cai a seus níveis mais baixos”.

Quem consegue vencer o câncer normalmente se torna uma pessoa mais forte e melhor resolvida, pois a experiência a faz valorizar ainda mais a vida. Além disso, a lembrança das dificuldades que precisou enfrentar pode ajudar a relativizar problemas do cotidiano, tornando o dia a dia mais leve e menos estressante.

Cumpre lembrar que os pacientes cujos cânceres não têm cura não estão necessariamente condenados a uma vida de sofrimentos e restrições. Em muitos casos, é possível viver por muitos anos com relativa qualidade de vida. 

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