Clínica Geral

29/06/2014 09:00 - Atualizado em 25/11/2016 06:32

Conviver com a asma é possível. Veja dicas

Sem o devido cuidado, asma pode atrapalhar ainda mais o cotidiano do indivíduo.

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Redação

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A asma brônquica é uma doença pulmonar bastante comum e que tem aumentado em todo o mundo. A asma nada mais é do que a inflamação crônica das vias aéreas, resultando em seu estreitamento e causando dificuldade para respirar.

Entendendo a asma

Foto: Shutterstock

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As vias aéreas são tubos que dão passagem ao ar, iniciam no nariz e continuam como nasofaringe e laringe e, no pescoço, tornam-se um tubo largo e único chamado de traqueia. Ao chegar ao tórax, a traqueia se divide em dois tubos chamados brônquios direito e esquerdo, que levam o ar para os respectivos pulmões. As crises de asma dificultam esse trabalho de troca de oxigênio.

O estreitamento das vias aéreas provocado pela asma é reversível e pode ter origem na exposição a diferentes fatores desencadeantes. Sabe-se que a obstrução à passagem de ar pode ser revertida espontaneamente ou através do uso de medicações.

Sintomas da asma

Os sintomas da asma costumam aparecer de forma cíclica e atingem períodos de piora. Alguns desses sintomas são a tosse (que pode ou não estar acompanhada de catarro), expectoração do tipo "clara de ovo", chiado no peito; falta de ar, dor e aperto no peito.

Esses sintomas aparecem a qualquer momento do dia, entretanto a tendência é que predominem pela manhã ou à noite. A asma é a principal causa de tosse crônica em crianças e em adultos.

Como conviver com a asma

A principal dica para prevenir ataques de asma é manter distância de situações que os desencadeiam. Essas situações podem incluir os seguintes componentes:

- Fumaça de cigarro

- Infecções virais

- Animais com pelos

- Ácaros

- Cheiro de produtos químicos

- Ar-condicionado

- Ambiente seco demais

- Qualquer fator estressante.

Ao longo do tempo, você vai aprender a detectar qualquer sinal que antecede um ataque de asma. Assim, poderá se manter longe dessa situação sempre que possível. Outra dica é ter em mente o procedimento correto que seu médico lhe passou para que você não entre em pânico quando ocorrer um ataque.

Tratamento da asma

O tratamento para a asma deve ser composto por certos cuidados com o ambiente, principalmente na sua casa e no trabalho, em conjunto com medicações e consultas médicas frequentes. Duas classes de medicamentos têm sido utilizadas para tratar a asma:

Broncodilatadores

Todo paciente com asma deverá utilizar um broncodilatador, que é um medicamento que dilata os brônquios quando o asmático está com falta de ar, chiado no peito ou crise de tosse. Existem broncodilatadores chamados agonistas beta-2: uns apresentam efeito curto, e outros, efeito mais prolongado, até 12h.

Os broncodilatadores de efeito curto são usados de acordo com a necessidade da pessoa. Se a pessoa está bem, e sem sintomas, não precisará utilizá-los. Já aqueles de efeito prolongado geralmente são usados continuamente, a cada 12 horas, e indicados para casos específicos de asma. Além dos beta2- agonistas, outros broncodilatadores, como teofilinas e anticolinérgicos, também podem ser administrados.

Antiinflamatórios

Um dos procedimentos em tratamento para asma é o uso de corticoides inalatórios para combater a inflamação. Não são recomendados para os pacientes com asma leve intermitente, que possuem sintomas esporádicos. O intuito destes medicamentos é prevenir as exacerbações da doença ou, pelo menos, minimizá-las, aumentando o tempo de intervalo da doença entre uma crise e outra.  Os antiinflamatórios são de uso contínuo e diário para que consigam combater a inflamação crônica da mucosa brônquica.

Existem outras possibilidades de tratamento, como o cromoglicato de sódio, utilizado comumente em crianças pequenas, além do nedocromil, o cetotifeno e os anti-leucotrienos. Este último é relativamente novo e é usado em casos específicos de asma ou associado aos corticóides.

Como aplicar

Tanto os broncodilatadores quanto os antiinflamatórios podem ser administrados por nebulização, nebulímetro, spray ou bombinha, inaladores de pó seco, comprimido ou xarope. Frequentemente os médicos preferem que as medicações ocorram por nebulização, nebulímetro ou inaladores de pó seco, consideradas mais eficazes e com menos efeitos desagradáveis. 

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