Clínica Geral

19/10/2014 01:35 - Atualizado em 07/12/2016 11:04

Conheça o PET-CT, exame de imagem que detecta tumores

O PET-CT ainda não é tão difundido no Brasil devido ao seu alto custo.

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Redação

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O PET-TC é um exame de imagem capaz de avaliar o metabolismo de estruturas ósseas e musculares. Juntamente com as imagens metabólicas, ele gera imagens anatômicas.

A sigla em inglês contempla os dois exames justamente por isso: PET-CT (Positron Emission Tomography - Computed Tomography), que em português significa tomografia da emissão de pósitrons - tomografia computadorizada. A principal indicação da técnica se dá no diagnóstico de tumores e metástases.

pet-ct

Formação de tumores e o surgimento de metástases

Antes de entender melhor o PET-CT, é preciso compreender o que origina os tumores cancerígenos e de que modo a metástase pode se manifestar no organismo.

Em seu termo mais genérico, o câncer compreende um conjunto de mais de 100 doenças causadas pela proliferação descontrolada de células. Isso acontece quando o organismo, por variadas razões - que incluem exposição a fatores de risco e predisposição genética - não consegue controlar a divisão celular.

A formação de um tecido anormal ao órgão, conhecido como tumor, é consequência dessa multiplicação desenfreada das células. Para diferenciar um tumor maligno de um tumor benigno, é preciso analisar a estrutura das células detalhadamente: o tumor benigno é inofensivo ao organismo; já o tumor maligno é agressivo e suas células são capazes de realizar metástases.

A metástase caracteriza-se pela disseminação do tumor maligno presente em um órgão para outro, até então saúdavel. Isso acontece quando as células cancerígenas se desprendem do tumor primário e entram na corrente sanguínea ou no sistema linfático, alojando-se em outra parte do corpo e originando um novo tumor.

PET-CT consegue identificar metástases

Para a realização do exame, o paciente recebe uma injeção de glicose na veia. A substância também é formada por um composto radioativo (radiofármaco ou radiotraçador), que se distribui por todo o corpo, concentrando-se com mais intensidade nos tecidos tumorais, pois os tumores malignos apresentam metabolismo mais acelerado e consomem mais glicose em relação aos tecidos normais.

A emissão de raios gama no local é verificada pelo detector de radiações (tomografia por emissão de pósitrons).

As imagens geradas pelo PET-CT apresentam manchas ou regiões de brilho mais intenso nas áreas em que houver lesões tumorais. Com isso, é possível identificar, além das estruturas ósseas e musculares afetadas pelo tumor, a presença de metástases no organismo.

Exame acompanha evolução do tratamento

Como o PET-CT consegue identificar o tecido afetado, apontando a presença de tumores e também a intensidade da lesão, o exame costuma ser indicado para o acompanhamento da evolução do tratamento.

Por meio da análise da intensidade das imagens, é possível identificar, por exemplo, se o paciente está respondendo ou não à quimioterapia ou à radioterapia.

Alto preço do PET-CT é problema

A grande limitação do PET-CT no Brasil são o custo elevado e a dificuldade de reembolso pelas seguradoras. Além disso, o acesso ao exame pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelos planos de saúde é restrito.

É importante salientar, também, que as imagens nem sempre são tão claras quanto as obtidas por meio da tomografia computadorizada ou da ressonância nuclear magnética. Exames realizados em pacientes com diabetes ou em pessoas que tenham se alimentado algumas horas antes podem ter o resultado prejudicado em virtude dos níveis de açúcar e de insulina no sangue.

Em todos os casos, o médico oncologista será capaz de indicar os exames adequados, além de prescrever as ações corretas por parte do paciente.

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