Clínica Geral

25/04/2015 05:26 - Atualizado em 06/12/2016 03:46

Conheça a importância da nutrição enteral

Alimentação por meio de sonda é necessária em pessoas com problemas intestinais.

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Redação

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Nem todo mundo consegue ingerir os alimentos pela boca. Nesse caso, uma opção é a nutrição enteral, que funciona com uma sonda implantada no estômago, no jejuno ou no duodeno. Em forma líquida ou em pó, a alimentação é feita nesse sistema para equilibrar nutrientes, proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais da dieta.

Esse recurso é muito utilizado por pessoas que precisaram ser hospitalizadas e, após algum procedimento cirúrgico ou tratamento, não podem mais realizar a alimentação na forma convencional.

Para que não haja desequilíbrio orgânico, perda de peso ou infecções, a nutrição correta é fundamental. Por isso, a nutrição enteral é muito importante para manter o equilíbrio e garantir qualidade de vida aos pacientes.

nutricao enteral

Quando é indicada a nutrição enteral?

Existem alimentos específicos para a nutrição enteral. Geralmente, são preparados como suplementos, garantindo o controle de nutrientes em uma composição formulada especialmente para administração em sondas. A alimentação pode ser natural ou industrializada, servindo também para completar a dieta de pacientes desnutridos.

O objetivo é garantir a produção e a manutenção de todos os sistemas, órgãos e tecidos humanos. Pode ser aplicada em hospitais, em ambulatórios ou mesmo em casa, desde que bem supervisionada. Qualquer pessoa que esteja com problemas gastrointestinais, ou impossibilidade de alimentação via oral, pode receber o procedimento enteral.

É recomendada a alimentação enteral a pessoas com anorexia nervosa, câncer, coma, estado de confusão mental e doenças inflamatórias no intestino. Além disso, indivíduos que tenham sofrido acidente vascular cerebral (AVC), síndrome do intestino curto, perfuração traumática do esôfago e fístulas digestivas também podem recorrer à sonda.

A nutrição enteral também é indicada para quem passou por queimaduras de terceiro grau e precisa aumentar a quantidade de nutrientes no organismo. Problemas de deglutição causam broncoaspiração, o que requer o uso de sonda na alimentação. Pacientes com estômago obstruído ou defeitos no intestino delgado costumam utilizá-la para evitar vômitos.

Insuficiência renal, doença de Crohn, insuficiência hepática, pancreatite aguda e quilotórax também são condições que podem exigir administrações de alimentos por formas não convencionais.

Os usos e restrições da nutrição enteral

Para que a nutrição enteral seja feita, o médico coloca uma sonda no paciente. Ela chega diretamente ao estômago ou intestino delgado para garantir a reposição de nutrientes e vitaminas necessárias para o bom funcionamento orgânico.

A sonda pode ter acesso por diferentes vias, como a faringostomia, a nasoentérica, a nasogástrica, a jejunostomia e a gastrostomia. Escolher o tipo de colocação do aparelho depende do quão necessário será o uso do sistema enteral, bem como se há possibilidade de aspiração ou deslocamento da sonda e se há previsão de cirurgia para o paciente.

Apesar de raras, algumas complicações podem surgir pelo uso desse tipo de nutrição. Entre elas, estão a obstrução da sonda, a saída ou deslocamento acidental dela, lesões no nariz ou dificuldade para respirar. Esofagite, úlceras no esôfago e estenose podem se desenvolver pela alimentação não administrada via oral.

Além disso, pacientes com quadros de sinusite podem apresentar rouquidão e complicações pulmonares. Fístulas na traqueia e ruptura de vasos no esôfago também não se descartam, portanto é necessário sempre realizar a alimentação enteral com acompanhamento de uma pessoa qualificada, seja um enfermeiro ou um médico.

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