Dra. Clarissa Maneiro

ESPECIALIDADE

Psiquiatria

ONDE ATENDE

Dra. Clarissa Maneiro

Apresentação

Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal Fluminense (2005), Residência Médica em Psiquiatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2008) e Pós-Graduação em Psiquiatria da Infância e Adolescência pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Psiquiatria Clínica, atuando principalmente nos seguintes temas: psiquiatria da infância e adolescência, TDAH e saúde mental da mulher.

O que Trata

Adulto e Infantil

Formação Acadêmica

Médica graduada pela UFF com residência médica em Psiquiatria IPUB-UFRJ

Cargos e Títulos

Especialista em Psiquiatria da Infância pela Associação Brasileira de Psiquiatria

Clínica Geral

13/07/2014 09:00 - Atualizado em 03/11/2016 08:16

Como saber se o que você sente pode ser sintomas de Depressão?

Psiquiatra explica a doença que preocupa OMS. Crianças e adolescentes estão cada vez mais nas estatísticas.

POR

Dra. Clarissa Maneiro

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DEPRESSÃO: A PRAGA DO SÉCULO

Recentemente, a OMS (Organização Mundial de Saúde) divulgou uma notícia chocante: a depressão é, atualmente, a principal doença e motivo de perda da capacidade funcional nos adolescentes. Sim, nos adolescentes. Há mais casos de depressão e de suicídio até mesmo do que de AIDS. Até 12 anos de idade, vemos 1 em cada 5 crianças com sintomas de depressão. Entre os adultos, nem é preciso falar: todos nós temos um amigo ou um parente que sofre de depressão. De uma forma geral, é a quarta principal causa de incapacidade no mundo e faz-se uma projeção de que em 2030 será o mal mais prevalente, passando a frente até mesmo de infarto e câncer.

Você tem Depressão?

Todos nós temos momentos de tristeza devido a um problema na vida. Esse sentimento é genuíno do ser humano e não deve ser confundido com depressão. A doença é algo mais profundo, avassalador. O principal sintoma não é tristeza (como muitos erroneamente creem), mas sim anedonia (do grego a, negação, e hedonia, prazer), ou seja, perda de prazer. Não a perda de prazer de trabalhar naquele emprego longe e estressante, mas sim a perda da vontade, do ânimo, do “tesão” de fazer aquilo que nós sempre amamos fazer: comer, namorar, sair com amigos, ler, dançar, fofocar com as amigas, brincar com os filhos, trabalhar naquele idealizado projeto de vida etc.

A vida, que era colorida, fica pálida, e a pessoa vê tudo em preto e branco. Nada mais é fonte de prazer. Há o sentimento de tristeza na maior parte do tempo, até mesmo sem um motivo, ou por um pequeno motivo que racionalmente não geraria tamanho sofrimento. Pode ser ainda a falta de sentimento, com alguns pacientes se queixando de frieza ou vazio. Alterações de sono e apetite. Dificuldade de atenção e concentração. A força vital se esgota. Levantar para tomar um banho ou escovar os dentes é um sacrifício. Vontade somente de ficar na cama e isolar-se de tudo e de todos. E aí começam a aparecer pensamentos negativos, de desesperança, de culpa e inutilidade, de querer sumir e, por fim, desistir da vida. Nesse nível, a morte seria um alento, um descanso para a alma cansada de viver.

Tristeza, desânimo ou algo mais grave? Avalie aqui se você está sob o risco de depressão.

Esperança

A boa notícia é que a depressão sempre tem tratamento e, em grande parcela dos casos, tem cura. No século XX, tivemos uma ebulição de novos conhecimentos e novas descobertas. Freud foi o “pai” da psicanálise e abriu o campo da psicoterapia. Os primeiros antidepressivos foram descobertos em 1950. Já nos anos 90, na chamada década do cérebro, descobriu-se que padrões cerebrais se correlacionam com o comportamento. Evidenciou-se também que há alterações – genéticas, imunológicas, endócrinas, em neurotransmissores e em algumas regiões do cérebro – que dão origem à depressão ou são afetadas por ela. As depressões leves algumas vezes podem ser tratadas somente com a ajuda de um psicólogo. Na maioria das vezes, porém, os melhores resultados somente são obtidos aliando a psicoterapia ao tratamento médico e, no caso, um psiquiatra seria o especialista mais habilitado para diagnosticar e tratar essa doença.

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Mal antigo, praga nova

Na Grécia Antiga, Hipócrates, no século V a.C., já cunhava o termo melancolia. Antes mesmo, o Rei Saul já havia apresentado uma síndrome depressiva no Antigo Testamento. Na Idade Média, chamavam-na de o demônio do meio-dia. Mas por que agora ela está virando uma praga e cada vez mais assolando o nosso bem-estar? Em parte, porque temos taxas crescentes de cobranças, compromissos, violência urbana, situações traumáticas, engarrafamentos, competitividade, escassez de recursos, excesso de atividades. Adolescentes sendo cobrados a passar no vestibular cada vez mais afunilado. Crianças traumatizadas com a separação e briga de cabo de guerra dos pais. Adultos desesperados com assaltos e contas pra pagar. E, por outra parte, muitas pessoas finalmente têm coragem de falar sobre o problema, procurar ajuda médica e entrar nas estatísticas.

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