Clínica Geral

20/06/2014 09:00 - Atualizado em 15/11/2016 04:15

Como identificar sinais de esclerose múltipla

Esclerose múltipla precisa de tratamento precoce.

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Redação

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Uma das doenças mais comuns a atingir o sistema nervoso central, a esclerose múltipla tem inúmeros sintomas e compromete geralmente adultos jovens. Devido à enfermidade, estes desenvolvem problemas graves no cérebro, cerebelo, tronco encefálico e medula espinhal. Vamos descobrir agora mais sobre essa doença e como detectar seus sintomas.

O que é a esclerose múltipla

A esclerose múltipla provoca lesões da mielina e prejudica a neurotransmissão. A mielina é um complexo de camadas lipoproteicas que envolvem e isolam as fibras nervosas, denominadas axônios, aceitando que os nervos transmitam impulsos de forma rápida. Isso ajuda a conduzir as mensagens que controlam todas as atividades conscientes e inconscientes do organismo.

Pacientes com esclerose múltipla sofrem com a perda de mielina, resultando numa interferência com relação à transmissão dos impulsos e produzindo a maior parte dos sintomas da doença. A mielina está presente em todo o sistema nervoso central, e por isso qualquer região por ela constituída poderá ser acometida, e o tipo de sintoma estará diretamente relacionado.

Diagnóstico da esclerose múltipla

Foto: Shutterstock

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Dados presentes em pesquisas e atualmente disponíveis oferecem o diagnóstico clínico e laboratorial da esclerose múltipla. Porém, em alguns casos, podem não ser suficientes para definir imediatamente se a pessoa é ou não portadora de esclerose múltipla. Essa indefinição é porque os sintomas são semelhantes a outros tipos de doenças neurológicas, e nestes casos a confirmação do diagnóstico pode levar ainda mais tempo.

A esclerose múltipla não tem cura, mas é possível fazer muito para ajudar a amenizar o sofrimento dos pacientes, propiciando a eles uma vida mais confortável e produtiva. 

Sintomas da esclerose múltipla

Os sintomas e a gravidade de cada ataque variam bastante. As sessões podem durar dias, semanas ou meses, ou alternar com períodos de sintomas reduzidos ou assintomáticos. como os nervos de qualquer parte do cérebro ou da medula espinhal podem ser danificados, os pacientes com esclerose múltipla costumam sofrer com dores em várias partes do corpo.

Frequentemente a febre, os banhos quentes, a exposição ao sol e o estresse podem dar origem ou piorar os ataques. A recaída é bastante comum com relação à esclerose múltipla, entretanto, a doença pode continuar a piorar sem períodos de remissão.

Tratamento da esclerose múltipla

Em situações envolvendo casos mais graves de esclerose múltipla, existe um número menor de tratamentos. Quando há uma progressão gradual da doença, tem-se tentado avaliar se o tratamento mensal com metilprednisolona é realmente eficaz. Nada ainda foi provado cientificamente com relação a qualquer benefício através desse tratamento.

Para prevenir a progressão da esclerose múltipla, geralmente são usados medicamentos em doses mais elevadas no intuito de combater o cancro. Tais produtos são conhecidos como citostáticos, como por exemplo, a azatioprina, metotrexato e ciclofosfamida. São utilizados também no tratamento da esclerose múltipla, mas em doses menores se comparado com as usadas no tratamento do cancro. Ao utilizar esses medicamentos seu médico terá de solicitar exames periódicos relacionados ao fígado e ao sangue, tendo em vista que estes fármacos podem causar alterações no sangue e na função hepática.

Você sofre com essa doença? Você conhece outros tipos de tratamentos, ou qualquer outra informação importante não falada acima, sobre a doença? Conte-nos sobre sua experiência.

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