Dr. Elge Werneck Araújo Júnior

ESPECIALIDADE

Oncologia Clínica

ONDE ATENDE

Grupo Paulista de Oncologia - GPOI e Hospital 9 de Julho

Dr. Elge Werneck Araújo Júnior

Apresentação

Oncologista da Clínica de Oncologia e Hematologia de São Paulo;

Oncologista no Grupo Paulista de Oncologia e Hospital 9 de julho;

Além da carreira médica, atua como professor, colunista, palestrante e escritor;

Trabalha com prevenção, detecção precoce do câncer e com atendimento humanizado;

É co-autor do livro 'Câncer e Prevenção' pela MG Editora (2013).

O que Trata

Prevenção, detecção precoce do câncer e atendimento humanizado.

Formação Acadêmica

Graduação – Faculdade de Medicina de Barbacena;
Residência em Clínica Médica no Hospital Luxemburgo, BH;
Residência em Cancerologia Clínica no Hospital Felício Rocho, BH;
Possui diversos cursos em Universidades Americanas, entre elas a Universidade de Yale e a Universidade da Filadélfia, além de imersões em centros no exterior, incluindo o maior Centro de Oncologia do mundo, o MD Anderson Cancer Center.

Cargos e Títulos

Oncologista clínico;

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica desde Agosto/2011.

Clínica Geral

14/12/2015 02:13 - Atualizado em 29/11/2016 09:15

Como identificar e tratar o câncer de pulmão

Uma das doenças com maior aumento nos últimos tempos, o câncer de pulmão tem aumento anual de 2%.

POR

Dr. Elge Werneck Araújo Júnior

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O mais comum dos tumores malignos, com aumento de 2% ao ano na incidência mundial, o câncer de pulmão merece atenção. O Vivo Mais Saudável conversou com o oncologista Dr. Elge Werneck Júnior para tirar todas as suas dúvidas dessa doença que em 2012 foi responsável por 22.424 mortes apenas no Brasil.

 

 

O câncer de pulmão é associado apenas aos derivados do tabaco?

Não. Como todos os tipos de câncer existentes, trata-se de uma doença multifatorial, isto é, condição em que vários fatores se unem para promovê-la. Embora outras condições também o favoreçam, sabe-se que 9 em 10 pacientes com câncer de pulmão tiveram contato com o tabaco, seja através do fumo inalado, mascado, ou também por contato com pessoas que fumam chamados tabagistas passivos.

 

Quais são os sintomas do câncer de pulmão?

Depende do estágio e da localização inicial da doença. Para aquelas doenças localizadas, os sintomas mais comuns são tosse, dor torácica e hemoptise (pequeno sangramento precipitado pela tosse). Em doenças avançadas as queixas de perda de peso, falta de ar (dispnéia) e dor são frequentemente encontradas.

Mesmo com tais achados sugerindo determinado quadro, não é raro que o quadro inicial seja assintomático e que o diagnóstico ocorra apenas com a doença disseminada, condição essa que limita as possibilidades curativas.

 

Esses sintomas são fáceis de identificar?

Os sintomas são aquelas sensações relatadas pelo indivíduo, portanto, caso haja, ele é sim facilmente identificado. O principal problema reside naqueles quadros onde a doença não manifesta sintomas. É por isso que aqueles pacientes de alto risco devem estar frequentemente submetidos a avaliações médicas.

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Qual é a melhor forma de prevenção?

Sem dúvidas alguma: não fumar. Para quem fuma, interromper urgentemente; para quem não fuma, jamais iniciar; para quem não fuma e convive com tabagistas, influenciar a suspensão do tabagismo por parte dos próximos, e caso não haja sucesso, reduzir o tempo de exposição a esses agentes cancerígenos. Em tempo: mascar fumo, além de outros métodos de fumo, como narguilé, por exemplo, também aumentam o risco de câncer e por isso devem ser igualmente combatidos.

 

Como é realizado o diagnóstico?

A coleta do material neoplásico através da biópsia é fundamental no diagnóstico e apenas após isso pode-se confirmar o câncer. Sendo assim, a retirada do tecido suspeito no pulmão ou em outros locais (no caso de doença metastática) é o início do processo que pode ou não determinar o que acomete tal paciente.


Como é feito o tratamento?

A definição da extensão da doença é fundamental na proposta terapêutica, doenças localizadas, que não acometem outros órgãos, tem potencial curativo e por isso são sempre submetidas a avaliações sobre possibilidades de cirurgia. Aqueles casos onde a doença é ressecada apresenta critérios de alto risco de recidiva, quimioterapia (e radioterapia em raros casos) preventiva pode ser oferecida. Já naqueles casos onde temos o acometimento extra pulmonar da doença, como por exemplo metástases ósseas, o tratamento sistêmico é o principal mecanismo terapêutico disponível. Através da quimioterapia, das terapias alvo dirigidas e mais recentemente da imunoterapia, conseguimos oferecer mais tempo de vida com melhor qualidade. Nesses casos avançados, cirurgia e radioterapia são utilizados principalmente como ferramentas suportivas.


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