Clínica Geral

04/09/2014 02:26 - Atualizado em 03/12/2016 10:39

Como funciona o balão intragástrico, alternativa contra a obesidade

Balão intragástrico restringe o tamanho do estômago e promove a saciedade.

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Redação

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O balão intragátrico é uma opção para quem não quer se submeter às tradicionais cirurgias de redução de estômago. Mas será que essa operação pode ser uma boa alternativa a pessoas obesas?

Quase 3 milhões de pessoas morrem de doenças relacionadas à obesidade todo ano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Além de métodos naturais de combate ao problema, como exercícios físicos e alimentação balanceada, existem diversos procedimentos cirúrgicos que têm o mesmo objetivo.

Embora seja menos invasivo, o balão intragástrico tem sua eficácia questionada pelo endocrinologista Mateus Severo. Vamos descobrir por quê?

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O que é o balão intragástrico

Esse procedimento consiste em colocar um balão com 400 a 700 ml de soro fisiológico dentro do estômago da pessoa obesa por endoscopia. “Esse volume restringe o tamanho do estômago, causando saciedade. Apesar de amplamente disponível no Brasil, o balão intragástrico é visto com desconfiança nos Estados Unidos. Lá seu uso é permitido somente dentro de ambiente de pesquisa”, explica Severo.

No Brasil, o procedimento só pode ser realizado em pessoas com obesidade mórbida, que estejam muito doentes por causa do excesso de peso. Nesses casos, o balão só pode ficar no máximo seis meses dentro do organismo da pessoa, segundo o fabricante desse produto, como ponte para uma cirurgia bariátrica.

Por isso, a perda de peso também depende de uma mudança no estilo de vida, como melhorar a alimentação e praticar exercícios físicos. “Dentro de cinco anos, a cada cinco pacientes que fazem uso do balão intragástrico, quatro recuperam 100% ou mais e um recupera 80% do peso perdido. Ou seja, os resultados a médio e longo prazo são desanimadores”, afirma o endocrinologista.

Riscos do balão intragástrico

O balão intragástrico não é totalmente isento de riscos à saúde. Esse procedimento pode associar-se a complicações no estômago, vômitos, úlceras, erosões gástricas, esvaziamento do balão, obstrução intestinal, perfuração gástrica e infecção fúngica.

Além disso, o balão intragástrico é contraindicado a pacientes com esofagite de refluxo, hérnia hiatal, divertículo de esôfago, lesões hemorrágicas como varizes e angiodisplasias, doença inflamatória intestinal, além do uso de anti-inflamatórios, coagulantes, drogas ou álcool.

Antes de decidir fazer qualquer tipo de procedimento para combater a obesidade, é importante conversar com o seu médico. Ele vai poder lhe alertar sobre todos os efeitos colaterais que certos tratamentos podem causar. “No caso do balão intragástrico, além de não ajudar a resolver o problema da obesidade, ainda expõe pessoas a um risco desnecessário”, opina o médico.

O tratamento contra a obesidade sempre precisa estar aliado a uma reeducação alimentar e a pratica de exercícios físicos. O mais importante na perda de peso é fazer isso com saúde, garantindo maior qualidade de vida.

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